
Agora, espicaçado por memórias trazidas pela Graziela, apeteceu-lhe recordar feitos aquando da sua estadia em S.Salvador, bem lá no Norte.
Andava, como calculam, mascarado de Alferes Miliciano, ele que de tropa não percebia patavina e queria era boa vida!
A sua bateria de artilharia era constituida, tirando a oficialagem, por pessoal nado na ex-colónia e 95% dele de cor preta.
Era gente 5 estrelas! Todos!
Mas como não há regra sem excepção, o chefe era um miliciano capitão de Lisboa, com a mania que era mandão e, sem mania, era estúpido até dizer chega!
Houve tempos, em que pela presença da esposa, o dito alugou casa e a ela ia almoçar, jantar e dormir.
Pois era exactamente durante a noite, que à socapa, o Faz Tudo juntamente com dois soldados e um furriel, todos amigos e cúmplices, iam, ultrapassada a barreira que fechava S.Salvador, mato fora à procura de uma pacaça, dois javalis, um burro de mato ou veado, para fornecerem o aquartelamento de carne fresca e à fartazana.
Distribuição de tarefas:
Por vezes levavam horas e dezenas de quilómetros até encontrar algum bicho suculento!
O 1º soldado com a mauser, de pontaria infalível, depois de "chamamento" verbal, isolava um e com tiro certeiro... o bicho estava morto!
Esforços quase sobre humanos para 4 tipos pegarem na carcaça, pô-la na viatura e ala que se faz tarde e o capitão podia chegar entretanto à unidade!
Aranjava-se sempre desculpa para o aparecimento dos bifes!
Noites inesquecíveis!
Enfim, tudo isto está guardado e faz parte dos 25 meses em que o Faz Tudo por terras angolanas andou!
Saudades!
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