terça-feira, dezembro 13, 2005

O Faz Tudo e Joel Xavier



Já que em posts anteriores, o Faz Tudo pincareou a gastronomia portuguesa, aproveita a embalagem e quer levar também aos píncaros algo de música portuguesa, feita por portugueses.

Assim, se ainda não tiveram oportunidade de ouvir JOEL XAVIER, façam-no com a brevidade possível, pois que se trata de um dos 5 melhores guitarristas do mundo e tem interpretações soberbas!

Quem por sorte pode assistir na semana passada a um seu concerto nos claustros do Convento de Mafra, transmitido pelo canal 2 da RTP (a desoras, como não podia deixar de ser!), ficou com toda a certeza com orgulho em ser Português e provavelmente de queixo caído de estupefação.

Perdoem o alvitre deste maluquinho por música boa! mas é-o!

Gravem:

JOEL XAVIER


O Faz Tudo e a comida transmontana


(Butelo)

Já percebeu que anda aí muita gente a perguntar-se o que são "cascas"!

Então é assim:

Lá para as terras de Trás-os-Montes, ainda não vai há muito tempo e se calhar ainda hoje, as populações eram votadas ao completo ostracismo por parte dos governantes deste País!
Acredita que outras zonas sofreriam do mesmo mal (p.ex. Açores).

Assim, quem vivesse lá para o cantinho superior direito deste pequenino rectângulo, tinha que viver com o que a terra dava e pouco mais.

Tudo era aproveitado!

Quer vindo dos animais, quer vindo dos vegetais.

Assim aparecem os fumeiros, muitos dos quais poucos lisboetas saberão sequer da existência.

há os butelos

há os azedos

há as alheiras

há os chouriços dos mais variados sabores e confecções
etc. etc..

Quanto às "cascas", mais não são que as vagens que envolvem os feijões que depois da colheita, algumas ainda com os referidos lá dentro, são secas e guardadas para outras ocasiões.

24 horas de molho, cozidas com os fumeiros, onde sobressai o butelo, fazem um prato que além de substancial, é de sabor magnifico!

Assim nada se perdendo o transmontano se alimentava!
e aqui há umas receitinhas diferentes
e aqui há, além de enchidos, um pouco de história
e façam aqui um roteiro para um verdadeiro passeio gastronómico. VALE A PENA! JURO!

segunda-feira, dezembro 12, 2005

O Faz Tudo e o campeonato 4

X


RESULTADO DO JOGO

Louçã 2 - Alegre 1

Nota do redactor:

Jogo sempre muito no centro do campo (pouco entusiasmante).
Golos metidos de bola parada.

O Faz Tudo pantagruélico




Desde quinta-feira passada (incluída) que o Faz Tudo por convite de um ou outro compincha, tem andado numa verdadeira maratona pantagruélica.

Terminou (ufff!) na noite de Sábado com um espectacular prato tipicamente transmontano ( lá bem do Nordeste) a que vulgarmente, por lá, se chama de "cascas".

Pena que o "fornecedor" dos ingredientes não estivesse presente!

De comer e cair para o lado!

Em boa companhia, com vinho português de qualidade superior e a cavaqueira que de amena, rapidamente passou a animada, fizeram as delícias de quem nesse dia esteve em casa do Faz Tudo até perto das 5 da manhã!

Só espera que as carótidas não se tenham entupido muito!

Assim o seu querido blog ficou triste, mas não esquecido. Por aqui passava de quando em vez, mais para o olhar que para o alimentar!

Mas pronto, cá está de novo!

Ah! quem estiver interessado em detalhes sobre "cascas", só tem que e-mailar a pedir a receita e explicações, que serão dadas, logicamente

Bom início de semana!

Uff! ainda agora está a começar e já está cansado!!!


sexta-feira, dezembro 09, 2005

O Faz Tudo e o campeonato 3

X


RESULTADO DO JOGO

Cavaco 2 - Louçã 3

Nota do redactor:

Equipa Cavaco nervosa, com boas defesas.
Equipa Louçã com bons remates, mas poucos; crise no ataque.

O Faz Tudo e o campeonato 2

x


RESULTADO DO SEGUNDO JOGO

Jerónimo 1 - Soares 1

Nota do redactor:

mais um jogo morno!

quinta-feira, dezembro 08, 2005

O Faz Tudo e o serão da noite passada




A noite prolongou-se até ser quase ser dia!

Depois de um repasto, não digno de reis, mas digno de confraria de "irmãos", cafezinho tomado... ingresso na sala de convívio e continuação de conversas, passou-se a determinada altura a ditos e histórias pessoais que só pode haver entre quem se quer bem!

Foi quase uma sessão de terapia de grupo, onde os mais deprimidos encontraram bengalas que poderão (assim o espera) resolver, ou tentar, problemas psicológicos que os afligem.

É doloroso constatar-se que "Irmãos", por razões quase insondáveis, passem de um estado de espírito alegre, aberto à vida e esta com as portas escancaradas, a um estado de melancolia profunda, da quase auto-destruição, sem que se vislumbre o porquê!

Horas de auto-análise!

Enumeráveis opiniões (não conselhos!)

Para o fim já um sorriso e o agradecimento pela noite encantada, foi a melhor paga que o Faz Tudo recebeu dos que aos poucos iam indo embora!

Com a cabeça calma, cheia de gozo com a certeza da existência de amigos, que como dizia alguém, não se admiram, apenas se gostam e com a alavanca dum Kainever para melhor embalar o sono...terminou a noite!

Cestas de beijos aos seus muito amados "Irmãos", apesar de reconhecer que haverá muito boa gente que nunca na vida compreenderá tal oferta!

Para o novo dia começar sereno, ouviu o "Requiem" de Mozart e leu mais umas páginas do "A sombra do vento".

Não se destruam!
Cultivem a vida!
Plantem amigos!
Reguem a amizade!
Sonhem!
Voem!

terça-feira, dezembro 06, 2005

O Faz Tudo e o Natal



Aproxima-se o Natal.
Noutros tempos era a festa da reunião familiar.
Avós, pais, filhos e netos juntavam-se em casas mais ou menos grandes, com presépio forrado de musgo, para comerem na noite de 24 uma bacalhoada ou polvo, cozidos, regados com azeite do bom.

A miudagem, tendo permissão para recolher à cama, um pouco mais tarde do que o habitual, entretinha-se com os mais velhos , a jogar Rapa, Dominó ou Loto, sempre a feijões, onde a alegria imperava.

Recorda-se o Faz Tudo que a Avó paterna, durante todo o ano, ia juntando numa lata que teria sido de azeite ou café e que eram lindas, todas as moedas de tostão ou 2 tostões que lhe sobravam ao fim dos dias e que naquela noite, distribuia igualitariamente pelos, na altura, quatro netos, Sílvio, Carlos, António e Júlio, mais tarde também o Fernando e a Néné.

Era o rejubilar!

Era hora de no fogão de lenha colocar o sapato ou a bota, fazer chichi e ir para a cama.
O corpo cansado das brincadeiras do dia, a tardia hora do aninhar e a ânsia de acordar cedo, faziam os putos adormecer instantaneamente.

Acordava-se naturalmente, mas com os olhos e o coração bem abertos, corria-se para a cozinha e ver o que o Menino Jesus tinha trazido.

Um simples objecto feito de madeira, com um pau para empurrar e uma esguia figura de pássaro que com o movimento batia as asas, um camião de madeira, também ele feito, normalmente amarelo com uma risca aqui e ali vermelha, um pião para as "nicas", um pacote de rebuçados e uma inevitável camisola laborada com muito amor, eram as surpresas daquela "madrugada"!

O resto do dia passava-se ora na rua, quase sempre com neve, ora em casa no conforto da braseira quentinha.
O Avô pachorrento.
A Avó nervosa com a assadura do peru.
Os Pais e Tios nas suas conversas de adultos.

....................................

Hoje é quase cada um para seu lado!
Deixou de haver Menino Jesus e passou a haver Pai Natal!
Os presentes deixaram de ser uma "brincadeira", para serem os mais sofisticados e caríssimos jogos e quejandos!
Já não é na manhã de 25 que se encontra o presente surpresa.
Que hoje de surpresa já nada tem, pois que havia já sido combinado!

Transformou-se uma festa familiar, num verdadeiro hino ao consumo comercial!
Os centros comerciais abarrotam de gente a tentar, com as migalhas dos ordenados e subsídios, comprar aquela coisa que a criancinha na sua "inocência" "pediu" e que custa uma pipa de dinheiro!

O bacalhau cozido, esse passou a bacalhau com natas!
Enfim, a tradição já não é o que era!
Mas na sua, ainda não provecta, idade, o Faz Tudo, tem saudades!

Era a idade da inocência e os mais velhos tentavam que assim continuasse!

Tudo mudou!
Ainda bem?
Ainda mal?
Fica ao critério de cada um!

...................................

Em casa do Faz Tudo a tradição mantém-se!

Beijos aos Avós
Beijos ao Pai
Beijos aos Tios
..........nas suas ausências.

Beijos à Mãe
Beijos à Nela
Beijos à Rita
Beijos a quem mais aparecer e
..........que partilharão comigo a ceia!


Tanto quanto for possível, um feliz Natal para todos!

segunda-feira, dezembro 05, 2005

O Faz Tudo e o campeonato

x





RESULTADO DO PRIMEIRO JOGO:


Alegre 0 - Cavaco 0


Nota do redactor:
grande jogo!
todos metidos nas próprias redes!
não houve pontas de lança!

Conclusão:
ficou tudo na mesma!

O Faz Tudo poeta fingidor 3




Sem Fundo

Marinheiro,

vagabundo

de tantos mares!

Sozinho

....................no mundo!

A onda leva-me

nesse céu

....................aberto!

Por aqui me quedo

no poço

....................sem fundo!

domingo, dezembro 04, 2005

O Faz Tudo poeta fingidor 2


(penso que a "ideia" é de Halwanin)



Nada

Anda minh'alma
....................penada

voando,
sonhando

....................e nada!

nada acontece,
anoitece

....................e nada!

sábado, dezembro 03, 2005

O Faz Tudo poeta fingidor


(Pensa que a foto é de Ana Filipe Scarpa
mas foi gamada ao Arukutipa)
+++++++++++++++++++++++++++++



Oportunidade


O mar revolto da vida,
turbulento,
soturno cinzento,
caminha!

..............................Ele parado!

com esperança no futuro,
sem futuro, derreado,
vê passar os passantes,
mudos, calados,
rente ao cais do embarcado!

..............................Ele espera!

a oportunidade!



sexta-feira, dezembro 02, 2005

O Faz Tudo e os voos 2


(Foto de Jan Bengston)



"O pássaro voa com as asas.
O Homem voa com os sonhos"

................................................

Quem os não tem?
Só aqueles a quem tenham sido coarctados!
Desses, coitados, a vida deve ser um inferno!

Os voos livres e altos qual águia nas alturas pairando, são os sonhos da vida.

Há quem voe baixinho!
Pouca, ou nenhuma vista alargada, poderá vir a ter!
É comesinho!
É preocupado com minudências!

Que bom andar lá nas alturas, ver o mundo e entendê-lo nas suas mais variegadas

alegrias
tristezas
perguntas
respostas
desejos
frustrações...

O Faz Tudo tenta por todos os meios que as suas remiges continuem intactas, pois que se assim não fora, no seu estado de quase constante sonhador, não valeria a pena por aqui andar!

Lá no fundo das raízes do pensamento, anda sempre um pássaro voando, quantas e quantas vezes com "canos" apontados, para o abater... sem sucesso!

Assim, sonhador continuará até que a morte, da lei da vida o liberte!

quinta-feira, dezembro 01, 2005

O Faz Tudo e os voos


(dar asas aos sonhos)



O pássaro voa com as asas.
O Homem voa com os sonhos!

quarta-feira, novembro 30, 2005

O Faz Tudo e uma singela homenagem



(Alberto Caeiro em acrílico/tela de Né Barros)

"...Nunca fui senão uma criança que brincava.
Fui gentio como o sol e a água,
De uma religião universal que só os homens não têm.
Fui feliz porque não pedi cousa nenhuma,
Nem procurei achar nada,
Nem achei que houvesse mais explicação
Que a palavra explicação não ter sentido nenhum..."

ou ainda:

"... Aceito as dificuldades da vida porque são o destino,
Como aceito o frio excessivo no alto do Inverno —
Calmamente, sem me queixar, como quem meramente aceita,
E encontra uma alegria no fato de aceitar —
No fato sublimemente científico e difícil de aceitar o natural inevitável.

ou ainda:

O que é o presente?
É uma cousa relativa ao passado e ao futuro.
É uma cousa que existe em virtude de outras cousas existirem. Eu quero só a realidade, as cousas sem presente.

ou ainda:

"... Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, Não há nada mais simples
Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte. Entre uma e outra cousa todos os dias são meus..."

Numa singela homenagem a Fernando Pessoa que morreu há 70 anos, o Faz Tudo, eterno miúdo, sem grandes explicações filosóficas, cientificas, políticas ou outras, vivendo, cada vez mais, mais empedernido transmontano, copia, para aqui, excertos de poemas de "Alberto Caeiro" que, sabe-o, o tocam lá muito dentro!

terça-feira, novembro 29, 2005

O Faz Tudo à caça



O Faz Tudo já tem referido em escritos anteriores, o facto de ter estado em Angola, em tempos de guerra.

Agora, espicaçado por memórias trazidas pela Graziela, apeteceu-lhe recordar feitos aquando da sua estadia em S.Salvador, bem lá no Norte.

Andava, como calculam, mascarado de Alferes Miliciano, ele que de tropa não percebia patavina e queria era boa vida!

A sua bateria de artilharia era constituida, tirando a oficialagem, por pessoal nado na ex-colónia e 95% dele de cor preta.

Era gente 5 estrelas! Todos!

Mas como não há regra sem excepção, o chefe era um miliciano capitão de Lisboa, com a mania que era mandão e, sem mania, era estúpido até dizer chega!

Houve tempos, em que pela presença da esposa, o dito alugou casa e a ela ia almoçar, jantar e dormir.

Pois era exactamente durante a noite, que à socapa, o Faz Tudo juntamente com dois soldados e um furriel, todos amigos e cúmplices, iam, ultrapassada a barreira que fechava S.Salvador, mato fora à procura de uma pacaça, dois javalis, um burro de mato ou veado, para fornecerem o aquartelamento de carne fresca e à fartazana.

Distribuição de tarefas:
1º soldado
- passar os dias a cortar as pontas às balas da mauser
- atirar a matar à primeira
2º soldado
- com um farol ligado à bateria do Unimog apontar para o horizonte e tentar ver os olhos das manadas (que de noite, ao longe, mais parecia a iluminação urbana)
Furriel
- fazer companhia e atirar ao bicho se preciso fora.
O Faz Tudo
- conduzir a viatura, o que lhe dava um prazer inaudito. Ainda hoje ama andar em todo-o-terreno, na sua verdadeira acepção, mesmo fora das picadas ou seja, mesmo em pleno capim ou pequenos matos, deitando abaixo os arbustos mais intrometidos!

Por vezes levavam horas e dezenas de quilómetros até encontrar algum bicho suculento!
Mas aparecia sempre!

O 1º soldado com a mauser, de pontaria infalível, depois de "chamamento" verbal, isolava um e com tiro certeiro... o bicho estava morto!

Esforços quase sobre humanos para 4 tipos pegarem na carcaça, pô-la na viatura e ala que se faz tarde e o capitão podia chegar entretanto à unidade!

Aranjava-se sempre desculpa para o aparecimento dos bifes!

Noites inesquecíveis!
Visões daquele céu austral com as estrelas ali mesmo por cima ou as noites luarentas que ela transformava em quase dia!
Quanta bicharada linda se via e que se dedicava também ela à caça!

Enfim, tudo isto está guardado e faz parte dos 25 meses em que o Faz Tudo por terras angolanas andou!

Saudades!


PS:
um pouco mais à direita do circulo visivel no mapa, andou a Graziela! e nas deambulações militares, também o Faz Tudo por lá passou!

segunda-feira, novembro 28, 2005

O Faz Tudo e os aceleras



Continuam a morrer, a matar ou a estropiar para sempre gente que por azar, na hora errada, deles estava perto, aqueles assassinos à solta que conduzem automóveis, como se de uma pista-de-choque, das feiras e romarias usuais, se tratasse!

Gente nova, com ou sem carta de condução, impunes, aceleram, gincanam, fazem trinta por uma linha nas estradas e auto-estradas do País.

Onde andam os pais dessas "criancinhas" que com carros "artilhados", com músicas ensurdecedoras, enfeitados com a maior parafernália de autocolantes, chapas, luzes brilhantes, rebaixamento de suspensões, tubos de escape que mais parecem peças de artilharia, quase sempre com um boné que lembra um corno na testa dum unicórnio?

E onde esta gente arranja tanto dinheiro, para tanto gasto?

Bandidos à solta como são, talvez não fosse má ideia perguntar-lhes de onde ou como angariam os fundos para tanta despesa!

Velocidades supersónicas!
"Habilidades" rodoviárias!
Dinheiro!
Droga à mistura!
Uns copos!

Que belo cocktail!

E o desgraçado do cumpridor dos códigos leva com eles em cima!

E tudo fica na mesma!

Ainda ontem um puto com 15 anos roubou 3 carros, esfaqueou alguém e atropelou o proprietário duma carripana!

INIMPUTÁVEL?

Um belo dum enxerto de pancada dado por quem sabe bater e logo haveria de aprender!

Assim, foi para Coimbra para um "colégio", onde ainda mais irá "aprender"!
Isto é até quando?

Depois admiram-se que cada vez haja mais pessoas armadas de pistola, para o que der e vier!

domingo, novembro 27, 2005

O Faz Tudo e o vencimento na vida




É Domingo, não sabe se é cedo ou tarde, abriu a persiana que dá para a varanda virada a Norte.

O dia está assim assim!

A famelga saiu, provavelmente para um abastecimento no super e o Faz Tudo ficou-se por casa.

Um belo dum pequeno almoço, com as respectivas pastilhas para a TA e IPC, uma cigarrada e contra tudo o que é costume, durante as manhãs, deu com ele a pensar que vencer na vida, não é ter na vida vencido, na mais corriqueira das acepções!

É, outrossim, sermos aquilo que desde jovens esperamos ser na vida!

Palhaço!
Saltimbanco!
Engenheiro!
Médico!
Carpinteiro!
Marinheiro solitário!
Vagabundo no mundo e do mundo!
Etc.!

De preferência desprendido dos bens materiais!

E quando desta se partir, levar o coração, já parado, mas cheio de ternura, vivência, felicidade, muitos amigos, conhecimento e uma cesta enorme de uma vontade férrea de que o mundo e as suas gentes mudem mentalidades, normalmente mesquinhas e competitivas!

É difícil?
É-o concerteza!

O cão mundo que nos rodeia, quantas vezes, nos faz vacilar!

Mas com coragem, ainda se pode, pelo menos tentar ser feliz!

Parabéns àqueles que conseguiram vencer na e a vida!

Vale a pena pensar nisto!

sábado, novembro 26, 2005

O Faz Tudo e o fim-de-semana com a Mãe




Até parece que o Faz Tudo anda obcecado com os pássaros! mas acontece que este fim-de-semana (um em cada três) tem a sua Andorinha (a Mãe) em casa.

É sempre uma alegria ver como fica satisfeita quando aqui aterra!

Fica melhor no seu estado geral, anda com mais desenvoltura, absolutamente auto-suficiente, limitando-se o Faz Tudo e Companheira a uns pequenos apoios às refeições que sorve com prazer e bem!

Como não gosta de se deitar cedo, faz companhia, conta histórias, ri-se e participa nos serões que habitualmente são animados.

Ainda a noite passada lá estiveram umas aves que em bando apareceram e que com whisky ou chá "noites tranquilas", se prolongou.

Até ao fim a Andorinha esteve presente, sempre a rir, pois que o bando, também ele, é animado.

Gosta de a ver assim!
Toma outras cores!
Os olhos brilham-lhe!
A tensão arterial mantém-se estável e boa!

Gosta de a ver e francamente não atrapalha em nada a corriqueira vida da "maison".

Que Deus me a guarde, tal como está, por mais uns bons tempos!

Só por curiosidade, está aqui ao seu lado, tarde de Sábado a ler contos, do 40 (Quarenta).
Ouço-a fazer comentários, ora inocentes ora sarcásticos.

O fim-de-semana acaba amanhã, Domingo à noite.

Vai retomar a sua vida normal no seu beiral, com a companhia da Lydia, que por lá anda (24 horas por dia), já lá vão 4 ou 5 anos e a que daqui o Faz Tudo enaltece as qualidades, agradece e deseja as maiores felicidades do mundo!

Viva a passarada!

sexta-feira, novembro 25, 2005

O Faz Tudo e os passarinhos




Andam aí poucos, nos céus da cidade, mas chegam em bandos de milhares, poisando lá para as margens do Tejo, ou outros locais, onde já os avós passavam os amênos Invernos portugueses.

Viu-os no Sábado passado, em nuvens, absolutamente incontáveis, pelo meio da tarde, quando em higiénico passeio, percorria o Chiado.

Os efeitos dos voos eram inacreditáveis! Ora em formato de gigantesca bola, ora estendidos em colunas, sempre juntos e em movimentos sincronizados, fizeram os passeantes ficar de cabeça virada para cima, durante que tempos...

Mas há-os também nocturnos.

Ainda na passada noite apareceu um, na varanda, que em tempos ainda recentes, andava de asa caída, por via de um atropelamento!

Tratamentos, acompanhamentos e amparos amigos, fizeram-no recuperar, já quase totalmente.

Finalmente ouviu-o dar pios bens sonoros, de que já tinha saudades.

Está praticamente pronto, para entrar de novo no bando das aves que não sendo de arribação, andam por aí, juntando-se, a voar.

As asas já voltaram a bater!

Já ensaiou o voo com sucesso!

Só lhe falta mesmo esquecer o que se passou quando o camião lhe bateu!

O Faz Tudo adora passarinhos!

Que o diga a sua Caturra!

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