terça-feira, novembro 15, 2005

O Faz Tudo e o ordenado mínimo nacional




Tal como centenas de milhares de pessoas, activamente produtivas, o Faz Tudo ficou tão contente com o aumento dos ordenados mínimos, que abriu um pacote de "Casal da Eira", branco, à temperatura ambiente e num copo de plástico surripiado numa "rulota", ergueu-o, com a famelga, deu vivas e com lágrima ao canto do olho, agradeceu do fundo do coração à misericórdia do nosso querido governo, que assim dá mostras de querer incrementar a economia deste País à beira mar esquecido e pôr finalmente o Português a viver em condições óptimas!

O que fariam os nossos vizinhos Espanhóis se lhes dessem o mesmo?
Era a desbumba completa!
E nas Ramblas? ia ser o máximo!
E nos tablados andaluzes? isso é que seria salerar!

Não esqueçam, pessoal do OMN, ides receber mais 0.37 "eiros" por dia!

Amanhã, fazem o favor de em manifestação-geral, desfilando desde Valença(de Norte para Sul) e Vila Real de Stº. António(de Sul para Norte), até à residência oficial do Sr. 1º. Ministro (ao centro), virem agradecer!

As caminhetas e comboios especiais já estão à vossa espera!

Viva o novo Ordenado Mínimo Nacional (OMN)!

Vai ser uma fartazana, vilanagem!

PS:
O Faz Tudo vai ter que falar com o chefe lá do escritório, para meter mais pessoal, pois clientela nova não vai faltar e os braços disponíveis vão ser poucos!

segunda-feira, novembro 14, 2005

O Faz Tudo e os anos do seu proprietário


(por volta das 6 da tarde de um 13 de Novembro)

Como todos, Solrac, proprietário, autor, editor, tipógrafo, contínuo, motorista, repórter e único responsável pelo blog Faz Tudo, também anualmente, faz anos!

Calhou o mesmo no dia 13 último.

Assim, como é seu hábito, reuniu em casa, desta vez um grupo muito restrito de "Irmãos", pois que as finanças não andam lá muito bem!

A noite de 12 para 13 foi por isso passada na amena cavaqueira, onde de tudo se falou um pouco, enquanto com um "Terras Altas" 2000 e umas debicadas às vitualhas que compunham singelamente a mesa da sala de jantar, se atingiram as 4 e tal da manhã.

Arrumação e limpeza dos despojos, com a inexcedível ajuda da sua companheira, a casa, ao fim de pouco tempo estava pronta a receber (se fosse caso disso) quem aparecesse, sem que se apercebesse de que tinha havido "festa".

Domingo:

Acordou cedo, pelas 10 horas, pois que "simpaticamente" a GALP mandava-lhe uma SMS a oferecer-lhe 100 pontos para o cartão!
O sono esvaiu-se e pôs-se a pé.

Pequeno almoço substancial (como gosta), terminar a leitura do "Para ti,uma vida nova" do Tiago Rebelo, banhoca e saída para cafezinho, na Mexicana.

Encontro casual com compinchas da noitada anterior e passeio até ao Chiado, com paragem obrigatória na Bertrand, livraria da Fnac e passagem pela Basílica dos Mártires, agora restaurada e a que vale a pena uma incursão.

Retorno a casa.

Jantarinho íntimo com a famelga, onde presidia a Mãe (a sua andorinha), um dos manos e respectiva namorada.
Informalmente deglutiram-se os petiscos e... café na sala de estar.
Um pouco de TV, mais duas de conversa e a noite chegou ao fim, tal como o fim-de-semana.

Está mais velho um ano, mas com toda a sinceridade, não dá conta de nada!

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Expõe-se aqui porque considera os Visitantes (identificados ou não, Fazedores ou não) amigos e com quem gosta de partilhar as suas vivências, ideias e ficções.

Façam da vida um hino à alegria, à serenidade! vale a pena!

sexta-feira, novembro 11, 2005

O Faz Tudo e o ser ou estar só (2)



Foi o post referido em título, visitado e comentado por vários Fazedores!

Atendendo ao anonimato ou pseudónimos, não sabe logicamente quem são os seus autores.

Contudo, lendo-os, o Faz Tudo apercebeu-se que há gente , não o querendo!

Aquando da sua feitura, tão só tinha em mente fazer um exercício académico-intelectual e, claro, pôr pessoas a pensar e a introspeccionarem-se.

Sabe que há :
quem queira ser só!
quem queira estar só!
quem não queira uma coisa ou outra!
quem titanicamente lute para que tal não lhe aconteça!
quem, deixando cair os braços, se resigne!
quem esteja permanentemente rodeado de gente e que no íntimo, está só!
quem esteja só e permanentemente se sinta acompanhado!

Ser ou estar , pode-o ser por opção!
Ser ou estar pode-o ser por imposição (de qualquer "ordem")!

Fundamentalmente a estes últimos e para que não restem dúvidas, o Faz Tudo, que não é médico, receita:

lutem!
lutem por aquilo que querem!
Não baixem os braços!
Façam das tripas, coração!
Vão em frente contra todos os quixotianos castelos e ataquem-nos!
Há mais forças para além do que qualquer um de nós imagina!

ou então:

desistam!

O Faz Tudo apoiará quem quer que seja, desde que se aperceba que a opção tomada, foi tomada em consciência e com determinação!

Mas também reconhece que há becos, aparentemente, sem saída!

Façam-lhe o grande favor de tentarem ser felizes!

O Faz Tudo e o Jorge

O Jorge faz anos hoje!
É o "irmão" mais velho, não o mais antigo!

É maluco!
É escorpião!
É transmontano!
É músico!
É pintor!
É escritor!
É hipocondriaco!

Não é, mas julga que é, cozinheiro!

Atravessa actualmente a fase "adolescente" de não saber quem é!

É um enormérrimo amigo!

O Faz Tudo adora-o!

Um Xi-coração do tamanho do mundo, de parabéns pelos seus
? 9 anos.

quinta-feira, novembro 10, 2005

O Faz Tudo e um jantar à luz das velas



Jantaram à luz das velas!
Toda a sala era iluminada exclusivamente por velas.
De todos os tamanhos e feitios.

A tonalidade igualitária à intimidade criada, aproximou-os ao ponto de confessarem que aquele jantar estava no ar, há muito!
Dos dois lados!

Tímidos por natureza, dado que eram belos, envergonhavam-se de "gritar" o que lhes ia na alma!

As mãos tocaram-se ao de leve quando erguendo o copo se saudaram e desejaram um bom apetite.

Ele, tremendo, levou-lhe à boca o seu garfo com um pouco do paté que tinha escolhido como entrada.
Ela corada, abriu os lábios que com aquela luz ténue se tinham tornado numa entrada sensual, saboreou, agradeceu e aplaudiu a escolha.

Retribuiu o gesto e olhando-o nos olhos, enquanto ele se deleitava, "comeu-lhe" os lábios finos e a língua que ajudava a prova a entrar.

Passaram alguns minutos dizendo maravilhas do "decor", sem que isso correspondesse minimamente ao que queriam dizer!

Contra a sua maneira de ser, ela pegou-lhe na mão que entretanto pousava o guardanapo e num lampejo arrebatador, puxou-o e candidamente beijou-o nos lábios, ainda com o sabor quente do paté frio!

Confuso e excitado com o inesperado, bateu nos copos, fê-los cair, derramou o vinho em cima da mesa e inundou a saia dela!

Quanto mais se atrapalhava, mais ela se ria!

Quando o chefe de mesa se aproximou para a mudança de toalha, copos, pratos e talheres, ele, aflito tentava disfarçar a nódoa da saia dela!

Era a primeira vez que lhe tocava. A princípio sem se aperceber, depois sentindo-lhe por baixo daquele tecido, as pernas rijas e o baixo ventre apetitoso!

Prolongou a limpeza, já sem qualquer intenção que não fora a de lhe sentir a fisionomia do território, que na sua intimidade já há muito sonhara.

Ela, rindo, deixava que tal estivesse a acontecer e o desejo de que algo mais se passasse, era a sua ânsia.

Continuaram o jantar, agora duma maneira informal, discutindo temas da actualidade, entreolhando-se, não conseguindo disfarçar que toda aquela conversa, era só mesmo para disfarçar!

À luz das velas o repasto acabou bastante mais tarde do que desejavam, lá no íntimo.

A noite estival convidava a uma passeata pelo jardim mal iluminado.

Agora enlaçados num abraço apertado, livremente deram largas à imaginação e amaram-se!

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Têm hoje, ele 85 anos e ela 79!

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Têm dois filhos!

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Têm 6 netos!

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Amam-se ainda!

quarta-feira, novembro 09, 2005

O Faz Tudo e filhos dum divórcio



O Faz Tudo ainda não entendeu como podem duas pessoas, ditas normais, separarem-se ou divorciarem-se, ficando inimigas figadais, com as consequentes repercussões no sofrimento físico/psicológico dos filhos!

É percentualmente elevadíssimo o número de crianças entregues à guarda da mãe, quantas vezes em decisão errada.

Fica o pai numa situação de pagar o que o tribunal decidir e lá de vez em quando, "olhar" para os filhos!

O Faz Tudo nunca passou por esta situação e como tal o seu sentimento em relação ao assunto, passa exactamente por isso mesmo - sentimento de indignação!

Numa constatação estupefacta, sabe que numa quantidade alta, há progenitores que pura e simplesmente deixam de pagar o que a justiça decretou.

Sofrem todos, mas principalmente os filhos que sem terem culpas no cartório, são coarctados nas suas necessidades básicas.

Sofre o ex-cônjuge pois que tem que arcar com o ónus da sobrevivência e educação da(s) criança(s).

Exemplos há por aí aos montes!

Há por aí muita fantochada!

Há por aí muita maldade!

Há por aí tanto desapego paterno!

Claro que nem sempre a justiça é justa e não raras vezes, esta decide em função de testemunhos, que falsos, a levam a sentenças abstrusas!

Mas a má formação cívica e moral de tantos(as), o Faz Tudo, considera ser o pior de todos os males.
Depois é o que se vê!

Pais ou mães que raptam filhos!

Pais ou mães que castigam os filhos, como se se estivessem a vingar do(a) ex!

São os filhos a enveredarem por caminhos tortuosos e sinistros!

É o futuro deles a comprometer-se!

É a sociedade a aguentar depois com as consequências!

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Cívismo, bom senso, ética é o que o Faz Tudo implora, para que o advir dos jovens seja profícuo , calmo e exemplar!

terça-feira, novembro 08, 2005

O Faz Tudo e as adoráveis criancinhas




Há dias vinha o Faz Tudo no "TGV", de regresso a Lisboa, quando na carruagem 6 (completamente lotada) também vinha uma mãe com uma criancinha.

A mãe com o seu provável cuidado extremoso, tentava dar à filhota um, creio, iogurte.
Esta não está de modas e desata aos gritos estridentes dizendo que queria batatas!

A mãe, provavelmente, com paciência, tentava enfiar-lhe o iogurte!

QUERO BATATAS! (o tom dos guinchos aumentou!).

O Faz Tudo que algumas filas atrás, estava com os ouvidos feitos em puré, levantou-se para ir à plataforma fumar uma cigarrilha e, na passagem, sem que a mãe desse conta, fulminou com os olhos a birrenta criancinha!

Esta calou-se instantaneamente!
Durou o silêncio alguns calmos 10 minutos.

QUERO BATATAS!, agora misturado o grito com choro lancinante, em tons de agudo!

Inevitável:

Uma senhora (que tinha idade para ser avó ou mais) insurge-se contra a mãe da dita criancinha, uma vez que passivamente olhava pela janela e fazendo de conta que não era nada com ela, nada fizesse para que esta se calasse e permitisse uma viagem tranquila aos demais utentes do "TGV".

Está-se mesmo a ver a discussão que se gerou!

Vá a um psicólogo!

Vá a senhora!

Parece impossível!

Admite-se lá!

A senhora já tinha idade para ter juízo!

Etc. etc. etc.

Vós imaginais!

Com uma "tromba" de fazer inveja a um elefante, a mãe e a criancinha, levantaram-se e mudaram de carruagem.

Sabe-se lá para qual e onde!

O Faz tudo ficou com pena dos tranquilos "comboiantes" que tiveram o azar de receberem os novos acompanhantes!
Mas feliz por finalmente conseguir ler calmamente o suplemento do "Público" dedicado por inteiro à Casa da Música, aquando da sua abertura ao povo e onde horas antes tinha tido visita guiada.

O Faz Tudo está farto da ditadura dos infantis!

Uma palmada no rabo, na hora certa e nada destes incómodos aconteceria!

Não venham agora com comentários defendendo as malcriadas (na sua verdadeira acepção) crianças, pois o Faz Tudo não tolera que elas façam gato-sapato dos pais e muito menos de quem não tem nada a ver com elas!

É cansativo!

É horroroso!

É intolerável!

E isto em todos os locais públicos, a começar no restaurante da esquina!

segunda-feira, novembro 07, 2005

O Faz Tudo e um hino à Mulher


(autoria de: Alicia Grau)

Hoje o dia foi normal para o Faz Tudo!

Lá pelo escritório foi um rotineiro dia. O chefe foi dar uma volta e... "patrão fora, dia santo na loja"!

Por isso não lhe apetecendo, por agora, fazer mais conjecturas sobre a vida, deixa aqui estampada a calma, o charme, a doçura, a leveza, a inteligência, a ternura, o amor, o encanto, o glamour da "mulher" que tantos sonhos viajam!

Um XI-CORAÇÃO a todas!
Bem hajam por existirem!

O Faz Tudo e as vocações



O Faz Tudo tira o chapéu a todos aqueles que desde pequenos encaminharam os estudos no sentido das suas vocações e a ela dedicaram toda uma vida.

Qualquer que seja a profissão escolhida para toda a existência, considera-a um sacerdócio (tal como este), com dedicação, aperfeiçoamento, disciplina, em prol do bem comum, com sacrifícios e muito denodo.

O Faz Tudo conhece pessoalmente, ou não, muita desta estirpe de gente.

Mas merecem-lhe igualmente respeito, aqueles que ao longo da caminhada, vão em cada encruzilhada, mudando agulhas e percorrendo itinerários tão diversos e por vezes antagónicos, mas sempre com a mesma vontade de progredir, enobrecer-se, aprender e servir.

O Faz Tudo, duma maneira algo inquietante, ainda não sabe o que há-de ser quando for grande!

Reconhece-lhe aptidões para várias vertentes no mundo das profissões.

Tantas vontades já lhe passaram pela cabeça!

Apostou quantas vezes no cavalo errado!

Apostou tantas vezes na altura errada!

Mas tem vivido!

Agora que começa a ser tarde para arrepiar caminho e depois de tanto mister feito, gostava de se dedicar a tempo inteiro à leitura, à audição ininterrupta da sua música preferida, à viagem e à investigação "jornalística" da história da sua terra e de seu Avô Heitor.

Por isso só pede que "Alguém" o ajude a sobreviver o tempo suficiente para dar azo à sua vontade!

domingo, novembro 06, 2005

O Faz Tudo reteve...



... deste magnifico filme, contador duma história verdadeira, comovente, que a determinada altura nos indigna, mas que nos faz pensar, frases tais como:

"O inimigo é o mais sábio mestre, porque só um inimigo nos ensina a paciência e a compaixão"


"Quando não se tem forças para lutar, deve abraçar-se o inimigo, pois que com os dois braços a envolver-nos, não pode apontar-nos uma arma"

"Em política nada é uma questão de honra"

"Todos os seres tremem perante o perigo e a morte. Todos amam a vida. Quando um homem medita nisto, não mata nem manda matar"

"Um homem que atraiçoa a sua cultura, não deve pregar os seus costumes"

"Se o problema puder ser resolvido, não vale a pena preocupar-mo-nos; se não puder ser resolvido preocupar-mo-nos não adianta"

Pensamentos lá dos lados do tecto do mundo, transmitidos pelo Dalai Lama, enquanto jovenzinho, no seguimento da sua aturada e inteligente leitura dos ditos de Buda!

Vale a pena irmos moldando as nossas cabeças, qualquer que seja a idade, para vivermos e fazermos viver em serenidade, com paz e compreensão, todos quantos nos rodeiam!

Pensa o Faz Tudo que com este post ajudará muita mente a mudar comportamentos e a tentar que se viva num mundo melhor!

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Donec eris felix,multos numerabilis amicos!

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O Faz Tudo e ser ou estar só




Há quem seja !
Há quem esteja !
Há quem queira ser !
Há quem queira estar !
Há quem não queira ser e seja!
Há quem queira não estar e esteja!

Há quem lute para não ser !
Há quem lute para não estar só!

Há quem desista de tudo para não ser !

Há quem vá à luta para não estar!

São tudo opções que o Faz Tudo tenta entender!

Tão só!

Aos Solitários por convicção e que o conseguem, parabéns!
Aos Solitários contra vontade ou falta de forças, o pranto sincero!

Hoje não é terça-feira, por isso se atreve a transcrever parte do poema "António" de António Nobre:

"Ao mundo vim, em terça-feira
Um sino ouvia-se dobrar! [...]
Vim a subir pela ladeira
E, numa certa terça-feira
,
Estive já pra me matar."

O Faz Tudo não acredita que esta seja a solução, pois que é contra!
O Faz Tudo acredita na força interior de cada um e obriga-os a pensar, serenamente, no futuro, que à partida, tem forçosamente que ser risonho e obrigatoriamente lutado!

Ser ou estar só... só mesmo por opção!

sábado, novembro 05, 2005

O Faz Tudo viu ontem o "expresso da meia-noite"



A noite que passou foi palco de mais um "Expresso da Meia-Noite", programa da SIC-Notícias.

Dedicou-se às presidênciais, pela vertente dos mandatários da juventude dos candidatos.

O ou A do lado de Cavaco... nem se dignou a aparecer!
Presentes:
A de Mário Soares
O de Francisco Louçã
O de Jerónimo de Sousa
O de Manuel Alegre

Tirando a bonita e batida nestas andanças, Joana Amaral Dias... que resto de verdadeiros cromos !
Reteve pela figura bizarra, total descontextualização, completamente fora do registo, sem saber falar ou opinar, limitando-se a sorrir e a encolher os ombros, dizendo que tinha estado de férias algures no estrangeiro, o "desgraçado" do apoiante de Manuel Alegre, que dá pelo nome sui genneris de Pacman!
Se estes são aqueles que vão dinamizar as campanhas junto da malta nova ... o Faz Tudo vai ali e já volta!

Com "esclarecedores" deste calibre (excepção da Joana), o pessoal das secundárias e universidades, bem pode continuar a ir para os copos à noite, a dormir de dia, a mandar SMS... evitando assim a chatice de ouvir aqueles, ainda por cima não aprendendo nada! antes pelo contrário!

O Faz Tudo que já é quase ansião, se outros valores não tivesse(?), votava de caras no Mário Soares, pois como sempre lhe pareceu, é um Homem de bom gosto!

Enfim, quase uma hora que dediquei ao meu lado masoquista!

Parabéns ao Ricardo Costa e ao Nicolau Santos que desta vez deram a vitória ao Mário Soares, mesmo sem querer!


O Faz Tudo e uma dúvida (?)




No Tribunal Constitucional há 13 Juízes.

Só assim pode de facto haver desempates (o número é ímpar).

Houve há dias necessidade de reunir para se saber (o povo e S.Exª. o Sr. Presidente da República) se estávamos na legislatura de "ontem" ou na de "hoje".

Tudo isto porque isso decidiria se ia haver referendo à IVG, ou não.

Até aqui tudo bem.

Agora a dúvida:

porque raio é que 7 disseram que estávamos na legislatura de "ontem" e 6 disseram que estávamos na legislatura de "hoje"?

Curiosidade :

6 eram afetos à direita, outros 6, à esquerda!
+ 1 do PCP (segundo consta).
Que coincidência!

O Faz Tudo julgava que iam discutir e opinar sobre uma causa jurídica , mas afinal enganou-se: era política!

Assim, sim!


sexta-feira, novembro 04, 2005

O Faz Tudo divulga



Com uma escrita de leitura fácil, por vezes sarcástica, mordaz, mas acima de tudo preocupada com a saúde do pessoal em geral, o Faz Tudo recomenda que passem pelo Conselheiro e ajudem a divulgá-lo!

Assim, apoia o autor e exulta-o a continuar, sem molenguices e em prol da saudinha de todos.

quinta-feira, novembro 03, 2005

O Faz Tudo e o perdão de uma dívida

(Barragem de Cahora Bassa, em Moçambique)

Nutre, o Faz Tudo, uma simpatia enorme pelo povo africano, em geral.
Mais notória é essa simpatia para com os antigos colonizados de Angola e Moçambique.
O primeiro com um solo e subsolo capazes de dar tudo e mais alguma coisa, para que fosse um país em franca recuperação económica, há pelo menos 20 anos!
Infelizmente por "tudo" o que sabemos e não sabemos, assim não aconteceu e longe virão os tempos duma independência completa.
Moçambique é diferente.
Pobre até dizer chega!
Mas capaz de enfrentar as dificuldades, com primordial importância se se dedicarem ao desenvolvimento turístico; claro que não só!

Vem isto a propósito do acordo a que chegaram os governos Português e Moçambicano, quanto ao perdão da dívida deste a aquele.
1,9 Mil milhões de Euros!
Que Portugal tenha que ajudar terceiros, o Faz Tudo, não se abespinha, compreende e aplaude!

Agora dar de mão beijada 1,9 mil milhões, quando por cá a economia é o que se vê, O Faz Tudo, fica com os cabelos em pé!

Anda o comércio a tentar sobreviver, mantendo as portas abertas, pagando os ordenados e fornecedores, falhando por vezes os pagamentos à S.S. ou fisco, exactamente para que não falte o "pão" aos colaboradores e é só notificações com ameaças de penhoras e quejandos!
Porque não se investigam a sério as papeladas dos comerciantes e se se verificar que não houve dolo, nos não pagamentos institucionais, também lhes seja perdoada a dívida que comparada com a de Moçambique, por causa de Cahora Bassa, não passa de uma migalha?

Haja bom senso!

Haja moralidade!

Haja ajuda a quem dela precisa!

terça-feira, novembro 01, 2005

O Faz Tudo e um escrito da Mãe




O Faz Tudo recebeu de sua Mãe, a quem chama carinhosamente Andorinha e que conta com 83 anos, um manuscrito (com a indicação: não sei se isto vai parar ao Faz Tudo!) que não resiste mesmo a transcrever no seu blog.

Então diz assim:

"Foi neste último beiral que fiz o meu ninho, embora tenha feitos muitos em variados beirais, pois o Airão tinha assim que fazer.
Foram construídos com amor e barro de princípio, não muito consistente, mas aos poucos foi ficando mais forte.
No primeiro beiral, a Andorinha, pôs dois ovos, dois passarinhos de penugem aloirada.
Depois, com gorjeios enchiam minha alegria.
Mas o Airão teve que conhecer outros beirais e no terceiro, outro passarinho saiu do ovo.
Já os outros tinham penas.
Não vale a pena conhecer mais beirais e vamos ao penúltimo.
Aí os passarinhos passaram a pássaros e também fizeram os seus ninhos, sem contudo deixarem de debicar no ninho que deixaram, levando com eles as Alvelolazitas, uma delas muito canora que até chilreava ópera!
Também apareciam por lá aves de todas as espécies e idades, às vezes em bandos, mas tinham sempre algo para debicar, pois havia sempre boa vontade e nessa altura a Andorinha tinha asas bem fortes.
Como acima disse, foi neste beiral onde agora estou, o último ninho que construímos.
Durante anos ainda este acolheu e deu painço a muitas aves, tanto pertencentes, como não o sendo.
É bom não esquecer os passarinhos que foram aparecendo e que era aqui que se aninhavam, enquanto os pássaros mais velhos e as suas Alvelolas iam trabalhar para a alpista.
Havia uma passarinha mais atrevida e mexida.
Tenho saudades desses tempos!
Agora as asas que então eram fortes, são desasadas!
O ninho que durante anos resistiu, foi desmoronando com os temporais da vida!
A Andorinha de asas quebradas vai aos outros ninhos, ora num, ora noutros, debicar algumas migalhas, dadas sempre de boa vontade.
Mas as aves são seres vivos e, como tal, também sofrem.
Sabem isso, pois mesmo velhas ainda não perderam a razão.
Às vezes era bem melhor perdê-la!"

O Faz Tudo não se atreve sequer a comentar!

Limita-se a informar, para melhor compreensão que os beirais a que se refere, são localidades, uma vez que o Airão (Pai do Faz Tudo) por lei, era obrigado a trocar, de tempos em tempos.


segunda-feira, outubro 31, 2005

O Faz Tudo foi mesmo ao Porto...


"o Desterrado"

Casa da Música

S. Bento (estação)

Livraria Lello

Estação do Calatrava




... de "TGV".
Iniciou a viagem pelas 8 da manhã de Sábado, com embarque na estação do Calatrava.
Três horas calmas na leitura do DN e suplemento, três cigarradas e ei-lo em Campanhã a apanhar o Metro, sem que antes tenha comprado o ANDANTE, para o que der e viesse.
Simpático, limpo, eficiente, rápido... saiu na "Bolhão".
Sem chuva, calcorreou a Stª. Catarina e daí ao Majestic que continua lindo como o conheceu há uns bons 45 anos, cheio de gente linda e com ar de quem desfruta com prazer deste lugar de eleição, foi um saltinho e tomou o seu cimbálino.
Agora de mapa na mão, com informações úteis sobre museus, monumentos, igrejas, etc, arrancou para o programa que tinha delineado. Isto eram para aí 12H30M.
A pé desceu a Passos Manuel, Pr. D. João I, um pouco da Sá da Bandeira, Sampaio Bruno, Av. dos Aliados... Estação de S. Bento.
Pelo trajecto verificou que o Imperial era agora um Mac Donnald, embora tenham mantido a traça interior (vá lá!...).
S. Bento:
Hall de entrada com azulejaria de Pinho Jorge Colaço, dando as boas vindas aos apanhadores de comboios, com cenas de batalhas, casamentos reais, do Rio Douro, vida campestre e até uma do Egas Moniz, mulher e filhos, de corda ao pescoço a apresentar-se ao Rei de Leão (a história todos conhecem).
Por informação estampada numa lápide, ficou a saber que em 1896 chegou o primeiro trem à estação projectada pelo Arq. Marques da Silva e pelo túnel projectado e construído pelo Eng. Hippolyte Barre.
De novo para a rua.
Cai uma valente carga de água.
Abertura da mochila e sacar da gabardina.
Subir a Rua dos Clérigos a penates e atingir a Lello!
Magnifica nos seus mais de 90 anos!
Neogótica, construída de propósito com a finalidade de vender livros!
Nada mais dela vai falar, pois que é uma obrigação de todos, visitá-la!
Por lá deambulou cerca de uma hora, folheando e cheirando livros!
A barriga começava a dar horas.
Paragem numa pastelaria que conhece desde miúdo e onde se continuam a comer coisas divinas.
Descida pela Rua de Ceuta, rente ao Infante de Sagres e paragem no Guarani, para o cafezinho e abrigo da autentica tromba de água que voltava a cair!
Saiu, a chuva abrandara e olhando para trás mirou bem o edifício da municipalidade.
Desceu até ao Passeio das Cardosas e num caminhar lesto ao fim dum bom pedaço de tempo, roçando a Faculdade de Ciências, a Igreja das Carmelitas, o Instituto Abel Salazar e o Hospital de Stº António, chegou ao Museu Soares dos Reis!
Vão lá!
Quanto mais não seja para olharem e invejarem a belíssima estátua do "Desterrado", da autoria do referido Soares dos Reis!
Imperdível!
Ainda havia tempo para uma viagem pedestre até à Rotunda da Boavista e... Casa da Música! finalmente!
Digam o que quiserem, o Faz Tudo acha a obra engendrada pelo KoolHaas, magistral! e o Porto bem que a merecia e merece!
Dado o adiantado da hora, limitou-se a colher as primeiras impressões dos foyers e reservar para o dia seguinte uma visita guiada, por todos os recantos do megalítico edifício.
Muita, muita gente, muito estrangeiro!
Tocavam num dos foyers dois fulanos que com os seus acordes preenchiam todos aqueles espaços amplos, com sons de conhecidas músicas deste e doutros tempos!
Eram horas de telefonar aos primos, como havia sido combinado e por quem tinha sido convidado a jantar e dormir.
Ponto de encontro? à porta do Metro em Campanhã!
O Faz Tudo munido do ANDANTE, saiu da Casa da Música e aí foi!
Recepção calorosa, óptimo jantar e conversa animada até às tantas, com um Douro de gama alta!
Domingo.
Pequeno almoço, como fazem os ingleses
Almoço
Metro, com o ANDANTE
Casa da Música, desta vez para a dita visita guiada (2€).
Ideia geral:
Toda aquela massa exterior que nos arrasa, pela volumetria e talvez uma certa crueza diamantica, se transforma, por dentro, em espaços largos, com luz a rodos, com paisagens e perspectivas inimagináveis através de enormes superfícies vidradas.
Não faltam os espaços para a miudagem, para os artistas, para os performantes, para os criadores para tudo quanto é gente!
Não vai falar mais sobre aquele bendito meteorito caído numa esquina da Rotunda da Boavista, pois que é obrigação de todos irem visitá-lo e aprender qualquer coisa de novo nas vossas vidas!
O "TGV" das 17h15m esperava-o e assim calmamente, porque há sempre tempo para tudo, com o seu ANDANTE, apanhou de novo o metro e... Campanhã.
Já a bordo, telefonou ao mano, para lhe dar qualquer coisita para jantar, à sua chegada a Lisboa e poder ver o jogo do Sporting. Por lá cirandava também a Mãe.
O jogo acabou e como não havia nada para celebrar... foi para casa e postar!
Última informação:
Os gastos, com tudo incluído, não atingiram os 60€.


O Faz Tudo ficou encantado com o nome atribuído ao "passe" do metro do Porto: "ANDANTE"

sexta-feira, outubro 28, 2005

O Faz Tudo e a IVG (aborto)




O Faz Tudo que tem como um dos lemas da sua vida, não se intrometer na vida alheia, está com nojo de toda esta cambada de gente que fala contra a IVG, vulgo aborto, ou mesmo dos que são a favor da sua despenalização!

Todos no mesmo saco! e já! para meter no contendor do lixo! e serem triturados para, em reciclagem, darem um sofrível papel higiénico!

Recusa-se a ouvir debates, foruns nas rádios e artigos de opinião nos restantes media! pois as justificações de ambos os lados são tão vis, tão fundamentalistas, tão demagogicamente expostas, tão populistas que com a maior honestidade, repete, mete nojo!

Deixem-se de falsos moralismos!

Deixem que cada um(a) pense pela sua cabeça e se numa situação de embaraço, decida o que fazer, livre e conscientemente!

Raios partam estas pseudo-intelectualidades que como não devem ter mais nada que fazer, só falazam(*)!

Parecem dois grupos de putos a puxarem a corda em sentidos opostos, a ver quem ganha!

Se e quando fizerem a pergunta ao Faz Tudo, sim ou não, este responderá de bem com a sua consciência e só! não irá angariar apoiantes e poucos saberão qual a sua amadurecida decisão!

Este post é declaradamente um desabafo e pelo facto pede desculpas!


(*) maneira tipica do falar de Salazar !

O Faz Tudo vai ao Porto



(foto surripiada à cidade surpreendente.
Obrigado, Carlos Romão)


Agora que o Faz Tudo tinha as coisas planeadas para um fim-de-semana radical no Porto, chove!

Mas que grande chatice!

Suporta o frio com uma perna às costas, o calor nem tanto, mas agora a chuva?!!!

Todos vós que conheceis aquela cidade, sabeis que quando chove, é de cima para baixo e de baixo para cima!

Ou seja,
fica-se um como um pinto!

Palpita-me que são coisas de chefe! Sabendo das minhas pretensões, exerceu as suas influências lá junto de S. Pedro e, eis o resultado!

Como pode este desgraçado andar calma e nostalgicamente nas ruas ou jardins daquela cidade que gosta, sem roupinha adequada, dado que não a tem?

Mesmo assim ainda vai tentar passar numa loja de chineses para ver se compra um daqueles impermeáveis levinhos e com capuz, para vestir por cima da farda de passeio.

Não vai desistir à primeira!

O chefe há-de engolir em seco!(mesmo em tempo de chuva!)

Este fim-de-semana, não trabalha mesmo para o escritório!

Para começar, hoje vai jantar, de certeza opiparamente, a casa do "irmão" Oirám.

E amanhã, cedinho, apanha o "TGV"!

Domingo será o retorno, no "TGV", claro, rumo a Telheiras!

Mais tarde, por aqui fará relato da passeata!

Invejem-no! invejem-no!

quinta-feira, outubro 27, 2005

O Faz Tudo não resistiu



Sem pedir autorização, decalco da Maria Marota (perdoa!), este esplendoroso excerto do poema de Teixeira de Pascoaes, Elegia do Amor, em Vida Etérea, para que nunca nos esqueçamos de amar! amar!
sempre! sempre!



Lembras-te, meu amor,
Das tardes outonais,
Em que íamos os dois,
Sozinhos, passear,
Para fora do povo
Alegre e dos casais,
Onde só Deus pudesse
Ouvir-nos conversar?
Tu levavas, na mão,
Um lírio enamorado,
E davas-me o teu braço;
E eu triste, meditava
Na vida, em Deus, em ti…
E, além, o sol doirado
Morria, conhecendo
A noite que deixava.
Harmonias astrais
Beijavam teus ouvidos;
Um crepúsculo terno
E doce diluía,
Na sombra, o teu perfil
E os montes doloridos…
Erravam, pelo Azul,
Canções do fim do dia.
Canções que, de tão longe,
O vento vagabundo
Trazia, na memória…


Pode e deve ser lido na totalidade a partir da página 89 do site aqui linkado.

quarta-feira, outubro 26, 2005

O Faz Tudo e os orates




O Faz Tudo, ao longo da vida, tem-nos encontrado por tudo quanto é lado!

Lembra-se de, quando miúdo, cruzar-se vezes sem conta, em Amarante, com o Borges, de quem se tinha um medo pavoroso, pois que se dizia que dentro do jornal debaixo do braço, teria uma faca enorme!

Coitado do Borges, sabe hoje, que não fazia mal a uma mosca!

Mas tinha um caderninho com nomes de pessoas a quem ele instituiu que lhe teriam de dar determinada quantia mensal! e assim, religiosamente, nos fins de mês, ia fazer a sua colecta, com parcas palavras!

Ainda em Amarante... o Quianha da Lomba! a quem se dizia: "fede que tomba!" ... e era dar às de Vila Diogo!

E o Sr. Faria? sempre com conversas intelectuais, mas que ninguém percebia rigorosamente nada!

Ultrapassando várias décadas, eis o escriba, em Lisboa!

Quantas saudades dos "maluquinhos" do Júlio de Matos, que em plena Av. de Roma, faziam as delícias (desculpem o pecado) dos mais atentos!

Ele era o homem da motorizada! que sem que ela existisse, circulava, fazendo o ruído característico, com a boca, respeitando todos os semáforos e dando sempre as prioridades que o código exigia! e quantas vezes a moto não pegava! e ele a dar ao pedal de arranque, sem sucesso!

Ele era o noivo eterno! sempre de fato preto, camisa branca, gravata, sapato de polimento... impecável! e flor ao peito!

Ele era um simpático que fumava cigarros, sempre na ponta duma antena enorme e que ainda ficava mais maluco quando passava uma jeitosa moçoila!

Ele era um outro que trazia dezenas de jornais abertos e que deambulava com toda aquela papelada pelas ruas!

Ele era um outro que sentado numa qualquer esplanada da dita avenida, escrevia, escrevia, escrevia... sabe-se lá o quê, falando alto e sem nexo para os passantes!

Ela era uma delícia de orate, tantas e tantas vezes encontrada no Restaurante da D. Cândida! enfeitada com esfregões de palha de aço, óculos postos ao contrário, toda uma parafernália de adornos dos mais inconcebíveis! a jantar, que a proprietária oferecia, sem que antes não lhe pusesse a mesa para duas pessoas, pois que ia sempre acompanhada por um ser imaginário, com quem falava o tempo todo, discutia ou ria!

Que será feito de toda esta gente?

O Faz Tudo continua a encontrar muitos malucos, mas até estes são diferentes!

Também tem amigos "malucos", mas desses noutra altura falará! ou não!

Esta croniqueta tem a ver com maior simpatia que o Faz Tudo tem por gente que por circunstâncias várias da vida, ou logo de nascença, são diferentes! não quer dizer piores!

Será que são eles os felizes?

Será que somos nós, os ditos normais, normais?

Onde anda a fronteira?

E esta existe?

Quase de certeza que haverá "homenzinhos" às cores lá para outros planetas, noutras galáxias... será que são malucos?

terça-feira, outubro 25, 2005

O Faz Tudo ... cruzes canhoto!




Têm sido uns dias calmos!

A famelga lá para os Brasis, por aquilo que tem sabendo, diverte-se, apanha uns belos dias de praia, dá uns mergulhos naquelas águas quentes e passeia-se!

O Faz Tudo não tem inveja, pois que não sendo um amante fervoroso de praia, não seriam as férias que já bem merece, mais aliciantes!

O próximo fim-de-semana está a prever dar uma saltada ao Porto, para finalmente pôr os pés na casa da música, passar pelo museu Soares dos Reis, fazer uma visita de romagem à Lello, tomar um cimbálino no Magestic e se ainda houver tempo e este estiver em condições, dar um giro pelos jardins de Serralves.

Pensa matar saudades duma pequena viagem de comboio que in illo tempore fazia entre Campanhã e S. Bento, à altura com uma espessa nuvem de fumo e fuligem, próprios dos trens que se usavam! aproveitando para rever esta bela estação de comboios.

Como conhece gente em tudo quanto é lado, não está preocupado com a dormida e muito menos com despesas de jantar!
(Aceitam-se convites!!!)

Ah! vai também usufruir do Metro! há-de entrar numa início de linha e segui-la até ao terminus.

Lá abaixo, à Foz, só mesmo se for empurrado, pois que já conhece de gingeira!

Enfim, projectos feitos hoje terça-feira, para uma possível concretização!

Vamos ver como corre o tempo até lá!
Além de que espera que o ditador Chefe, não lhe moa o juízo, com coisas para fazer Sábado e Domingo!

Cruzes canhoto!





sábado, outubro 22, 2005

O Faz Tudo e o livro do João Céu e Silva



Foi com um prazer enorme que hoje, o Faz Tudo, foi à apresentação e lançamento do livro "Uma longa viagem com Álvaro Cunhal", da autoria do João Céu e Silva, edição da ASA, numa FNAC de Lisboa.

Participaram Urbano Tavares Rodrigues, que apesar da sua provecta idade, continua lúcido e a falar maravilhosamente e José Pacheco Pereira, de quem se escusa adjectivar.

Como todos enriquecemos ao ouvir falar alguém, sobre alguém, que queira-se ou não, foi talvez o maior vulto político português do século XX !

Foi feita uma análise histórica de :
- antropologia (na sua vertente cultural)
- bibliográfica
- biográfica
- humana
- social
- secreta
- artística (plástica ou literária)

do, desde militante clandestino do PCP, a Secretário-Geral do mesmo, até poucos anos antes de viajar para algures ou nenhures.

Nesta tarde, o Faz Tudo, aprendeu algo mais da história do seu País.

Depois do que ouviu, não vai perder por princípio algum, a ou as , publicações de JPP sobre Álvaro Cunhal, com a sofreguidão própria dum esfomeado e muito menos deixar passar ao lado a viagem que o João Céu e Silva fez com o mesmo!

Mesmo os mais renitentes e fervorosos anti-comunistas não podem, nem devem perder este exemplar literário, pois que de um documento histórico, contemporâneo, se trata!

O Faz Tudo na sua ânsia coscuvilheira vai lê-lo e com certeza deleitar-se!

Apesar de só ter esfolheado algumas páginas, dá os parabéns ao João Céu e Silva pelo trabalho apresentado!

É um livro que para além do apregoado, indispensável nas nossas humildes bibliotecas, ainda por cima é bonito!

O Faz Tudo e outras latitudes



Agora que o Faz Tudo tem a famelga e uma "irmã", lá para terras de Santa Cruz, em bem merecidos dias de repouso, com muita praia e caipirinhas e, dado que ele não as acompanhou, pois o estupor do chefe não lhe permitiu uns diasitos de férias, apesar de o trabalho lá pelo escritório ser levado com uma perna às costas, deu-se conta, que apesar de em outras longitudes, mas praticamente nas mesmas latitudes, esteve há anos em desfrute daquele tipo de clima!

Lembrou-se dos ventos quentes, das chuvas diluvianas instantâneas, do paradisíaco cheiro das terras molhadas, das águas quentes e serenas do mar, dos odores do interior, só compreensíveis por quem já por lá tenha passado e desde que o órgão olfactivo não esteja em mau estado, das paisagens ímpares, desde cascatas de água a cálidos rios, a matas cerradas das mais variadas espécies, planaltos, morros, vales profundos, inenarráveis formações geológicas, da fauna surpreendente, desde a mais pequena formiga ao imponente elefante, passando por toda uma gama de bicharada, com cores e formas incríveis (até cobras com cornos!), da temperatura do ar sempre convidativa ao amêno cavaquear numa esplanada com uma bela imperial ou fino, com os respectivos camarões ou ostras, dos passeios de centenas de quilómetros, picada fora, com todo o gozo que só mesmo quem tem espírito e alma atrevida se pode deleitar, da sensualidade emergente daqueles povos, que talvez fruto da conjugação da temperatura com a humidade, cedo dá mostras de um imperioso chamamento da mãe natureza... de tudo isto o Faz Tudo tem uma nostalgia do tamanho do mundo!

Ah! e tudo o atrás descrito, fora do contexto turístico, o que dá verdade e não soberba, aos nativos e ou suas visitas!

Que a famelga e a "irmã" passem por lá, para onde foram, uns opíparos dias de satisfação, como disse, com muita praia, caipirinhas e divertimento!

O Faz Tudo com a ajuda doutros "irmãos", vai passar estes dias, com a tranquilidade que a ele próprio reconhece.

quinta-feira, outubro 20, 2005

O Faz Tudo aguarda os comentadores



E pronto, o homem lá disse finalmente que sim!

Mas não sem antes ter dado uma aulita de economia, europeia-portuguesa! Velhos e Novos paises da UE!

Já perceberam, não já?

Ainda bem, porque o Faz Tudo não tem coragem, nem capacidades para explicar!

Aguardemos os próximos capítulos!

Mas é bom começarem já a pensar em quem vão pôr a cruz (não para martírio, mas sim para regozijo! ou mais ou menos!)

Daqui a pouco vai ouvir os comentadores!

quarta-feira, outubro 19, 2005

O Faz Tudo e Fernando de Mascarenhas 2


Ainda antes de se dirigir para o sofá e como aqui há tempos falou de Fernando de Mascarenhas, não poderia deixar de referir que gostou de o voltar a ler e mais uma vez o admirou, no Público, pela sua lucidez, clareza e frontalidade.

Reteve a frase, que passa a transcrever:
"As condições em que o País se encontra, não são tais que exijam como Presidente da República, um homem eminentemente político".

O Faz Tudo , se o autorizarem, assina por baixo!
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