
Como recebeu os parabéns pelos resultados do mesmo, de tanta gente, quer bloguista ou não, posta aqui PARA TODOS, o seu mais sincero reconhecimento.
Obrigado!


Subiu ao sótão e abriu o baú onde guarda tralha que constitui e pode de algum modo, reconstruir-lhe o passado.
Fotos, papeis, objectos, fragmentos das mais variadas proveniências e também muitas ideias, juízos, julgamentos, amores, estudos, leituras, discussões, alegrias, tristezas, conhecimentos, dúvidas, viagens...
No meio de tudo isto, lá bem no meio da tralha, apareceu-lhe o tempo vivido em Tabuaço, logo no início da sua vida consciente.
Aí começou a formar-se.
Foi a ida para a primária.
Foi a bicicleta.
Não tem qualquer registo, por muito que revolvesse aquela parafernália, de um único colega de aulas.
Lembra-se sim do professor Acácio Machado, da rampa que o levava até lá cima, dum bando (hoje irreconhecível) de putos que calçados com tamancas de pau faziam frente à neve nos Invernos e aos calores sufocantes dos Estios.
Encontrou também, como flashs, as idas de caminheta até Vila Real, passando pela Régua, naquele tempo, paragem obrigatória (até para descanso do motorista).
Aqui olhava-se o Douro, ao tempo ainda selvagem e que no tempo das chuvadas era vê-lo cheio, turbulento, grande, aterrador, castanho-barrento, mas que punham este que era miúdo, em êxtase!
A viagem era duradoira, começando pela descida, em curva e contra-curva, até ao Douro, seguindo-se de novo em curva e contra-curva, a subida até à Campeã, já nos limites de Vila Real.
Havia sempre farnel! que a Mãe confeccionava com desvelo... belos pastelinhos de bacalhau!
Pela mão firme do Sr. Manuel, a viatura chegava ao destino e era a alegria do encontro com os Avós e casa, com beijinhos e abraços.
Voltou a meter tudo no baú e quem sabe daqui a algum tempo volte a revolver aquela tralha toda!

Não fora os aumentos anunciados e já em prática, dos combustíveis, o dia ameaçava ser óptimo.
Cansado de tanto ouvir falar, mesmo sem querer, das malditas presidênciais, na economia rastejante e agonizante, o Faz Tudo deixou-se embalar pela música jazzistica e na sua carripana, aconchegou-se junto ao Rio e ao Sol... deambulou.
Passou em revista historietas dos últimos tempos e deu-se conta que com objectividade e sem excitação, nada há de relevante a guardar na memória.
Os dias passam lentos, merdosos, sensaborões, sem ponta por onde se lhes pegue!
Não fora os encontros no escritório ao fim da tarde, quando o chefe já deu de penates e entram os marretas ou as nocturnas e informais reuniões de companheiros de route lá por casa (ora dele ora deles), os dias seriam como dizia há tempos, cinzentos!
É nesta altura de crepúsculo que talvez por catarse, se dizem com a maior das graças, as maiores aleivosias, onde se critica sarcasticamente tudo e todos, numa atmosfera feérica e desopilante!
Assim termina normalmente o dia-a-dia de "trabalho", seguindo-se o aconchego do lar, famelga e blog!




O Faz Tudo tem as suas dúvidas!
Por isso, em consciência, sem infecções provocadas pelos vírus da comunicação social, com o sistema imunológico ainda a funcionar e com o Alzheimer ainda não residente, o Faz Tudo sabe desde o início em quem vai por a cruz!
Vê toda esta "feira" como uma verdadeira chachada!
Não venham dizer que não tem razão!
Que saudades do Galo de Barcelos!!!







Aliás nada admira, já que é assim que o País está.
Andam aí, quais faunos famintos nos bosques, uns circo pseudo animados, onde a verborreia extrema, cada vez mais, nos vai empurrando para as margens dos limites da paciência!
Hoje o Faz Tudo estava a cair na armadilha, mas como deu conta, vai tratar de a encarar, sabotar e olhar o mundo com lentes cor-de-rosa, não vá o diabo tecê-las!
Até porque, tem repetidamente afirmado, não querer entrar no mundo prozaquiano!
Quase chegou a pensar ser o cavalo alado preso à charrua, lá para os confins do mundo!
Mas quase o levam a tal!
É a política mexeriqueira!
É o circo presidencial!
São os aumentos gloriosos dos ordenados!
É a inflação a dar de palhetas!
É o escritório a ressentir-se!
E agora olhem o parque automóvel:
Os carros são pretos, cinzentos, azuis, verde escuros ou brancos!
Nem aqui há alegria nas cores!
((o do Faz Tudo é cinza-aurora (o que é isso? não sei!), mas na hora do pega-lá-dá-cá, era o único que havia.... assim faz parte do batalhão dos cinzentos!))
Os jardins não têm flores!
Os risos não se ouvem!
A única coisa que se aproveita ainda é a MULHER (a quem uma vez mais presta homenagem), que cada vez é mais bonita, elegante, charmosa, interventora quer social, cívica ou humanamente!
Só espera que a moda não tenda, esta época e nas vindouras, para o cinzento!

Por vezes, dadas as voltas que a vida dá, somos levados a questionar tantas coisas que no limite nos pode fazer enveredar pelo niilismo!
Apenas acreditar no nada e só o nada havendo, não está definitivamente nos horizontes deste modesto e pouco filósofo, Faz Tudo!
Sabe que ser radical até este ponto não se coaduna com a sua maneira de ser.
Crê na vida!
Crê nos amigos!
Crê num Criador!
Crê num futuro que desconhece!
Repara que cada vez com mais frequência, as pessoas andam desiludidas, sem fé, sem esperança num futuro melhor, duvidando de tudo, não acreditando já em nada!
Quantos, à custa de tanto dissabor, estão às portas da loucura!
Veja-se a proliferação e venda de PROZACS e quejandos, em plena pujança!
O Faz Tudo, voando com os seus sonhos e utopias, vai sobrevivendo! Sem fobias não necessita de catarses!
Obriga-se ainda a um exercício neurónico assaz violento, mas é assim que vai "dando a volta" aos sarilhos que prenhes de gozo, lhe vão aparecendo!
Como no "NADA", só acredita no da Física (aí entrariam os electrões e os positrões, a matéria e a anti-matéria e isso levava-o a estender-se demasiado...), vai "CRENDO" na vida e até no pós- esta!
Não é declaradamente o niilismo a filosofia que o orienta na sua passagem terrena que há quase seis décadas, começou!
Se um dia derem conta que se "passou", agradece antecipadamente que informem a família, para tratamento adequado!


Assim, dignifica a Bandeira e ouve com o coração o Hino Nacional.
Sem falsos moralismos, patriotismos, sem qualquer vontade de "contra os canhões marchar...", declara-se indignado com a utilização abusiva, para efeitos publicitários da PT, de música do nosso Hino.
Aprendeu a levantar-se sempre que o escuta (muito embora não ponha a mão no peito).
Assim, além de achar que estão a gozar com o Povo Português, ainda fica cansado de tantas vezes ter que se por de pé, quando lá no cantinho onde passa algum do seu tempo caseiro... "Heróis do mar..." vem aí!
Não há porventura leis que proíbem semelhante utilização?
O Faz Tudo crê que sim!
Então por que esperam para acabar com este abuso?
Bem menos grave era a cueca da jeitosa que anunciava a próxima presidência da UE e... já foi banida!
Onde está o senso?