sábado, janeiro 21, 2006

O Faz Tudo e uma reflexão sobre a reflexão

















Reflexão, um dos mais difíceis "passatempos" das nossas capacidades cognitivas.

No tempo a ela dedicado, revisitamos passados, pensamentos, medos, obstinações, taras, desejos, sentimentos, frustações, desencantos, alegrias, alergias, amores, conceitos e preconceitos, crenças e descrenças. Mas também o futuro e os sonhos, espiolhando-lhes a interpretação.

O exercício é difícil, mas quantas vezes encontramos a solução para bloqueios ou desaforos que teoricamente, durante tempos infinitos, nos atanazaram sub-repticiamente!

É só um click num interruptor que às escuras durante tanto tempo não encontrávamos e... jamais nos lembrariamos de procurar, apalpando tão só paredes invisíveis.

Basta limpar o pó, lavar as íngremes escadarias, varrer as ruelas, dos nossos (in)(sub)conscientes, de quando em vez, banirmos o indesejável, o supérfulo, colocar tudo nos seus sítios e reencarar a vida! Não é necessária, pelo menos à partida, ajuda de terceiros!

É apenas condição sine qua none, que nesses momentos reflexivos, a verdade esteja sempre ao de cima e livre, sem nos mentirmos! para que a interpretação, muitas vezes dissimulada, disfarçada ou mascarada, seja fidedigna e os resultados surpreendentes!

Até porque enfrentando profundamente as questões existênciais, aos poucos irão ficando as outras para trás.

Sigamo-nos a nós próprios, aos nossos eus e não aos outros ou ao dos outros!

Sejamos!
Não digam que não há tempo!

O Faz Tudo e o dia da reflexão



Hoje dia de "reflexão", vale a pena parar e descansar a cabeça; ir ali a uma livraria, comprar e ler "As velas ardem até ao fim"!

É pequeno e lindo!

Será lido em menos de 24 horas, agradavelmente e ... mais não diz!

E a cabeça estará noutro lugar! esquecendo este ano eleições-dependente, sinistro!

sexta-feira, janeiro 20, 2006

O Faz Tudo e a bandeira da paz




PAZ, haja PAZ!

Fica aqui a bandeira da PAZ, criada por Nicholas Roerich (1874-1947).

"No momento em que há uma erosão dos valores espirituais em muitas áreas da actividade humana, a obra de Roerich serve como reafirmação inspiradora das mais nobres qualidades humanas: SABEDORIA, BELEZA E PAZ".

O Faz Tudo, reiterando um dos seus maiores desejos e porque a altura é a propícia (aliás são todas!), implora, para que duma maneira introspectiva e depois actuante, todos, sem excepção, lutem para que:

! HAJA PAZ !

O Faz Tudo e um agradecimento




Em post anterior, o Faz Tudo aflorou o facto de ter ido fazer um exame médico.

Como recebeu os parabéns pelos resultados do mesmo, de tanta gente, quer bloguista ou não, posta aqui PARA TODOS, o seu mais sincero reconhecimento.

Obrigado!

quinta-feira, janeiro 19, 2006

O Faz Tudo e a ida ao sotão


(miniatura de Julio Monfort)

Subiu ao sótão e abriu o baú onde guarda tralha que constitui e pode de algum modo, reconstruir-lhe o passado.

Fotos, papeis, objectos, fragmentos das mais variadas proveniências e também muitas ideias, juízos, julgamentos, amores, estudos, leituras, discussões, alegrias, tristezas, conhecimentos, dúvidas, viagens...

No meio de tudo isto, lá bem no meio da tralha, apareceu-lhe o tempo vivido em Tabuaço, logo no início da sua vida consciente.

Aí começou a formar-se.

Foi a ida para a primária.

Foi a bicicleta.

Não tem qualquer registo, por muito que revolvesse aquela parafernália, de um único colega de aulas.

Lembra-se sim do professor Acácio Machado, da rampa que o levava até lá cima, dum bando (hoje irreconhecível) de putos que calçados com tamancas de pau faziam frente à neve nos Invernos e aos calores sufocantes dos Estios.

Encontrou também, como flashs, as idas de caminheta até Vila Real, passando pela Régua, naquele tempo, paragem obrigatória (até para descanso do motorista).

Aqui olhava-se o Douro, ao tempo ainda selvagem e que no tempo das chuvadas era vê-lo cheio, turbulento, grande, aterrador, castanho-barrento, mas que punham este que era miúdo, em êxtase!

A viagem era duradoira, começando pela descida, em curva e contra-curva, até ao Douro, seguindo-se de novo em curva e contra-curva, a subida até à Campeã, já nos limites de Vila Real.

Havia sempre farnel! que a Mãe confeccionava com desvelo... belos pastelinhos de bacalhau!

Pela mão firme do Sr. Manuel, a viatura chegava ao destino e era a alegria do encontro com os Avós e casa, com beijinhos e abraços.

Voltou a meter tudo no baú e quem sabe daqui a algum tempo volte a revolver aquela tralha toda!

O Faz Tudo e o dia radioso



O dia está radioso.

Não fora os aumentos anunciados e já em prática, dos combustíveis, o dia ameaçava ser óptimo.

Cansado de tanto ouvir falar, mesmo sem querer, das malditas presidênciais, na economia rastejante e agonizante, o Faz Tudo deixou-se embalar pela música jazzistica e na sua carripana, aconchegou-se junto ao Rio e ao Sol... deambulou.

Passou em revista historietas dos últimos tempos e deu-se conta que com objectividade e sem excitação, nada há de relevante a guardar na memória.

Os dias passam lentos, merdosos, sensaborões, sem ponta por onde se lhes pegue!

Não fora os encontros no escritório ao fim da tarde, quando o chefe já deu de penates e entram os marretas ou as nocturnas e informais reuniões de companheiros de route lá por casa (ora dele ora deles), os dias seriam como dizia há tempos, cinzentos!

É nesta altura de crepúsculo que talvez por catarse, se dizem com a maior das graças, as maiores aleivosias, onde se critica sarcasticamente tudo e todos, numa atmosfera feérica e desopilante!

Assim termina normalmente o dia-a-dia de "trabalho", seguindo-se o aconchego do lar, famelga e blog!


terça-feira, janeiro 17, 2006

O Faz Tudo, o 78, o Metro e a cebola



Apanhou o 78 lá para os lados de Telheiras.

Agarrado com unhas e dentes, conseguiu vencer a tendência para a queda provável, pelas curvas, ora para a direita, ora para a esquerda que quase em derrapagem controlada, o condutor fazia!

Adorou!

A adrenalina andava no ar!

Agora Metro!

Leitura, por cima do ombro do metro-viajante que grudado seguia:

As mulheres com cheiro a sovaquinho mal lavado, ou antes, por lavar há muito, são propensas a mais "conquistas"!

A adrenalina aumentou!

Fez o resto da viagem de nariz no ar à procura daquele odor tão típico da cebola, já um pouco apodrecida, mas para "azar", toda a gente cheirava bem ou simplesmente não cheirava a nada!

Pouca sorte!

Ainda chegou a pensar que hoje seria um dia de "sorte"!

Uns quantos empurrões a uma dama mamalhuda que queria entrar antes de o Faz Tudo conseguir sair, a metro-viagem acabou.

A penantes lá se dirigiu para o Hospital de Stª. Maria onde uma equipa ternurenta e simpática o esperava para um exame médico que se escusa de relatar!

É aqui, na breve espera, que o Faz Tudo rascunha este que irá publicar mais daqui a bocado.

Até já, estão a chamá-lo!

ps:
estava tudo bem! obrigado!

sábado, janeiro 14, 2006

O Faz Tudo e um passeio sem agasalhos



Sem os seus agasalhos (blusão, cachecol e chapéu), porque o tempo não o obrigava, o Faz Tudo e a famelga, foram dar um giro por estradas na beira mar.

Depois de ter registado o totoloto e euromilhões, ter feito despacho de papelada urgente lá do escritório, aí foram para o passeio, marginal fora, com abrandamentos aqui e ali, para ver melhor as vistas.

O mar estava lindo! Com rebentação forte e espuma esvoaçante.
Paragem lá para os lados do Farol da Guia, debruçagem na fasélia e vê-lo lá em baixo, forte e enorme, fê-lo pensar como é pequenino e insignificante!

O poder mágico e atractivo do oceano, disfarçado de meigo e convidativo, fê-lo andar para trás uns anos e recordar-se dos tempos de marinhagem em que passava horas ou dias a bordo do "Mistelle", que com a sua vela grande, genôa ou balão, entre amigos, copos, petiscos, dormidas retemperadoras, quartos de vigília e timonagem, se fazia àquela imensidão de água e se ia ao sabor do vento, pura e simplesmente, quantas vezes sem destino pré-estabelecido!ou com!

Era a paz, a calma, o silêncio, o sossego do espírito, o estar bem com tudo!

Era no meio daquele liquido imenso, quando em alturas de descanso, com o Sol a bater, deitado no convés, pensava como a vida poderia ser bela se não fora as maldades, maledicências, mesquinhices, pulhices humanas que em terra atanazam a cabeça!

O Faz Tudo tem saudades desses tempos!

... Eram horas de regressar a penates e postar!

Bom fim-de-semana!
(com especial dedicatória aos que com respeito, amam o mar!)

sexta-feira, janeiro 13, 2006

O Faz Tudo e 80.000

≥80.000≤



Ontem à noite, ainda antes de se deitar, o Faz Tudo viu na TV as primeiras páginas dos jornais de hoje.

Não ligou demasiada importância às "caixas" e recolheu-se.

Quando pela hora do costume acordou, ligou o rádio e ouviu que teriam havido cerca de 80.000 escutas telefónicas entre Dezembro de 2001 e Maio de 2002, sobretudo às primeiras figuras da Nação, seus familiares e amigos!

Enquanto deliciado estava no duche quentinho, envolvendo-se na suave espuma de um gel bem cheiroso, deu com ele a pensar:

80.000 escutas naquele período?

A uma média de 10 minutos cada, temos um total de 800.000 minutos, o que equivale a cerca de 555,5 dias completos de 24 horas! (o ano tem 365 dias e aqui só passaram metade!).

Que grande trabalheira!
O pessoal deve ter os tímpanos feitos num oito!

Mas isso é o que menos importa!

Como é possível num País democrático, onde o respeito pelas instituições, pelos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, deveria ser um ponto de honra, haja alguém que mande por sob escuta as referidas primeiras figuras do Estado, a começar pelo Presidente da República, sua Mulher e filhos, no tocante ao enjoativo e pornográfico caso casa pia ?

Quem tem à sua guarda as referidas escutas?

Quem tem à sua guarda os cortes feitas nas mesmas?

Quem manipula os conteúdos ?

Quem os faz saltar cá para fora, fora do contexto, ciclicamente?

Com que sub-reptícias intenções?

Quem manda em quem?

Quando haverá uma rigorosa investigação e depois de tratamento judicial, ir parar com os costados à cadeia?

Vive-se numa impunidade verdadeiramente Kafkiana, onde quem tem acesso às vidas privadas doutrem, com simples manipulações, pode destruir toda uma carreira, ou a própria vida.

Haja alguém capaz de por cobro a esta verdadeira pouca-vergonha e que das 80.000 escutas, se passe rapidamente para 8 quanto muito.

Os investigadores que vão mas é para a rua, investigar, como já o sr. Holmes fazia! e deixem as cadeiras dos gabinetes arrefecer os assentos!

O Faz Tudo sente-se envergonhado com estas notícias tipicamente terceiro mundistas.

Não diz mais nada porque está a ficar nervoso!

quarta-feira, janeiro 11, 2006

O Faz Tudo e onde às vezes não lê



O Faz Tudo quer partilhar as leituras do "maple de orelhas", actuais.

Assim, de momento "amparam-se" aqui perto:

- O mal de Montano (Enrique Vila-Matas)

- Quando Nietzsche chorou (Irvin D. Yalom)

Na modesta opinião do Faz Tudo, dois livros, dos a não perder!

O primeiro, um autêntico ensaio sobre a literatura.

O segundo, um autêntico tratado sobre o amor e amizade.

A leitura vai sendo intercalada entre estes dois verdadeiros companheiros-compêndios, consoante as condições "climatéricas"!

Não é, nem nunca foi, crítico de livros!

Simplesmente gosta, ou não!
Aprende alguma coisa, ou não!

A leitura de ambos requer "clima" calmo, tempo e paragens para reflexão. Pode uma simples frase obrigar-nos a um fechar de olhos e no silêncio "vermos", durante tempo sem tempo, o que são por vezes coisas tão seriamente importantes a que não se dá importância!, mas que nos moldam e nos vão transformando naquilo que de facto somos!

Nestes tem "esbarrado" com pensamentos e conceitos que descobriu também partilhar, apesar de sentir que até aí, embora presentes e actuantes, tão só estavam lá, numa qualquer subconsciente esquina do cérebro, invisível mesmo às mais sofisticadas e modernas técnicas de "espiolhar" a massa cinzenta e arredores!

Assim a todos os amantes duma boa leitura, capazes de parar para pensar, "ouvir" os outros, tentar entender a vida e aceitá-la, não percam estes dois a que se referiu!

Perdoem a imodéstia!

O Faz Tudo não é de intrigas



O Faz Tudo não é de intrigas!

Aproxima-se o dia 22, dia de eleições presidênciais.

Conhece o suficiente da cada candidato, para ter que ver debates, ler nos jornais ou ver nas TVs o dia-a-dia das campanhas, com vista à formulação do seu voto.

Limitou-se a assistir a quase todas as entrevistas duplas que foram feitas nos ecrans, apenas pelo gozo de ver ao vivo, como se pode falar sem dizer nada! Não é fácil!

Nada mais!

Infelizmente a todo o momento e, mesmo quando não apetece mesmo nada, aí estão os media (todos e só para vender!) a darem notícias do "campeonato".

Gostava que as campanhas fossem feitas sem a intervenção dos ditos media (utopia!).

Gostava de ver os resultados!

Desde há que tempos aquelas elegeram um dos candidatos para próximo P.R..

Repete, gostava de ver os resultados!

O candidato, actualmente na frente, segundo as sondagens, será provavelmente o nosso P.R. seguinte.

Mas seria que o seria se não fora a "publicidade" que gratuita e duvidosa, lhe fizeram?

O Faz Tudo tem as suas dúvidas!

Por isso, em consciência, sem infecções provocadas pelos vírus da comunicação social, com o sistema imunológico ainda a funcionar e com o Alzheimer ainda não residente, o Faz Tudo sabe desde o início em quem vai por a cruz!

Vê toda esta "feira" como uma verdadeira chachada!

Não venham dizer que não tem razão!

Que saudades do Galo de Barcelos!!!

terça-feira, janeiro 10, 2006

O Faz Tudo a fazer o pino




Não sabe mesmo se anda a fazer o pino, ou seja, a ver o mundo de pernas para o ar, ou se não anda a ouvir bem, ou ainda se ressabiado, está a perceber as coisas ao contrário!

Mas o certo é que durante todo o dia, entrou-lhe pelos pavilhões auriculares, os gritos de S.Exª. o Sr. Ministro das Finanças de Portugal, apregoando aos sete ventos que daqui a dez anos não haverá dinheirinho para as reformas do pessoal que toda a vida trabalhou, largou uma pipa de massa em descontos para a Segurança Social e que finalmente iria poder gozar uns anitos de descanso!

Mas o mais grave, quanto ao Faz Tudo, não é o dizê-lo! é sim, a maneira como é dito! Aos berros!

Depreendendo-se que a culpa é do pessoal trabalhador!

Ora valha-o Deus!

Os Governos anteriores não têm culpa nenhuma registada nos cartórios?

Quem vai ser julgado e condenado em tribunal pelas gestões danosas que ao longo de anos foi deixando que o futuro (já aqui tão perto) esteja tão hipotecado?

O Faz Tudo está a fazer o pino!

o faz tudo e simplesmente


(esta tirou-a o Faz Tudo)


Apareceu, ontem, lá no escritório um casal que necessitava da ajuda profissional da competência técnica do Faz Tudo.

Na formulação do pedido, com simpatia, rapidamente um dos elementos do referido casal se apercebeu que o Faz Tudo era do Norte (seria do sotaque?).

Palavra puxa palavra e... as raízes de ambos são transmontanas. O dito elemento do casal é descendente de avô de Mirandela.

Por razões que levariam tempo a contar, acabou por nascer em Angola.

A conversa seguiu alegre e rememoriaram-se locais quer lá do Norte quer de terras daquele País.

Falou-se de Luanda, Benguela, Lunda Norte, por onde o escriba também andou in illo tempore.

A conversa derivou para livros, escritos e conceitos. Trocaram-se opiniões e filosofou-se à cerca da amizade, da psicologia... enfim! foram minutos bem passados e ricos.

Ficou assim enraizada mais uma amizade, daquelas que provavelmente não darão mais que o lembrar da conversa tida, mas que de certeza enriqueceram a sabedoria dos intervenientes.

Assim se vai construindo a história de cada um.

Simplesmente!

segunda-feira, janeiro 09, 2006

O faz tudo e a vida real




Fica aqui, só esta frase, para meditar:

Já ninguém se importa com a vida real das pessoas reais!

Gostava de vos ler à cerca do mote!

O Faz tudo e o cinema mudo



Ainda, apesar da vossa tenra idade, se lembram dos filmes mudos?

Quantas tardes ou noites, passadas diante de uma tela, ou nos ecrans, dos primórdios da TV, a ver cinema mudo!

Eram histórias simples, grande parte delas hilariantes, onde a imaginação de cada um voava, rindo a bandeiras despregadas, com as quedas, danças, trejeitos, patifarias, carros que se desfaziam e fumegavam, polícias de bigode e gordos que levavam sempre a pior, bolos na cara..., ou dramalhões inconcebiveis, onde ela chorava baba e ranho e ele fugia sempre ao sogro, para lá nos finais ficar tudo bem e haver festa rija! tudo entremeado de painéis pretos com letras, onde se explicava ou diziam os ditos dos artistas!

As trapalhadas eram sempre cada vez maiores e os efeitos especiais, eram mesmo especiais!

Que saudáveis recordações do Bucha e Estica, do Charlot, Pamplinas, Abbott e Costello, e tantos outros!

Normalmente estas sessões eram acompanhadas ao vivo por um pianista que improvisava a música ao correr das cenas do filme, ora alegres, ora românticas, ora marciais, ora enternecedoras...

Lembram-se do Melo? (boa noute!)

Já lá vão uns anitos, mas ainda hoje quando a RTP Memória passa desses filmes, o Faz Tudo fica pregado!

Nem sabe porque se havia de lembrar agora disto!

O Faz Tudo está-se a passar!

Plagiando: boa noute!

sábado, janeiro 07, 2006

o faz tudo e a próxima obra de um amigo



Um amigo do Faz Tudo, a quem chama carinhosamente de cripto-marreta (entre outras coisas), esteve ontem, como sempre, lá no escritório, ao fim da tarde.

Trazia debaixo do braço uma mica com folhas A4, prenhes de letras.
Fez algumas correcções e em voz alta, leu-lhas.

É mais um esquiço do que vai ser a sua próxima obra literária.

O Faz Tudo não vai revelar o texto, nem sequer aflorá-lo, pois seria uma traição, na sua óptica, mas atreve-se a dizer que é uma história intrincada com imensos personagens, cruzando países vários e metendo diamantes e guerra.

Espera ansioso a apresentação do livro (que não será tão cedo), pois que lhe palpita que a sua leitura, além de proveitosa (até historicamente), será um exercício às engrenagens neurónicas, que tanto quanto possível, quer manter oleadas.

Dadas as capacidades imaginativas do seu cripto-marreta preferido e a investigação apurada que fez sobre o tema, o Faz Tudo começa desde já a anunciar o, ainda sem titulo, livro.

Na altura certa dele fará, aqui no Blog, publicidade e eventualmente crítica.

Aguardo!

Aguardemos!

sexta-feira, janeiro 06, 2006

O Faz Tudo quer ser o que é




Aqui, hoje, terminam as festividades natalícias. É dia de Reis.

Olhando para estes dias passados, o Faz Tudo, não vislumbra diferença alguma entre eles e os outros.

Mas também o que importa isso?

A vida está feita para viver o dia-a-dia, sem olhar para o ontem e só piscando, quando muito, o olho para o amanhã.

Tem defendido a vivência do presente já que do futuro pouco lhe importa e do passado poucas memórias guarda (talvez aquelas que lhe foram mais agradáveis). Tudo o resto se esfumou, tal como uma acha na lareira se reduz a pó, cinza e nada!
Ficam uns resquícios bons, da sua já longa vida, apesar de tudo!

Mesmo assim, está grato pela que tem tido.

Nem tudo lhe tem corrido de feição, é certo, pois tem apostado em cavalos e horas erradas!
Têm-lhe estendido redes a tentar apanhá-lo, mas tem conseguido rasgá-las e safar-se!

Ultimamente tem vindo a desgostar-se do vazio que o ronda, fruto do declínio da ética, das novas (velhas) teorias de em nada acreditar, das injustiças e ganâncias.
Os interesses estão cada vez mais voltados para o materialismo e competição desleal, para desprestígio das ideias. Está na altura de se parar para repensar os conteúdos e das brutais capacidades cognitivas, espremer e parir novos rumos.

Onde andam os pensadores do nosso tempo?
Têm medo de aparecer?

Lancem-se às águas, embarquem em naus, mas com o rumo determinado e determinante!
Vamos de certeza absoluta voltar a "viver"!

O Faz Tudo tem uma essencial auto-obrigação:

SER O QUE É!

quinta-feira, janeiro 05, 2006

O Faz Tudo e uma citação




Do livro "Quando Nietzsche chorou", duas frases atribuidas ao próprio, o Faz Tudo, transcreve:

"Os interpretes de textos são sempre desonestos... não intencionalmente é claro, mas não conseguem transcrever o seu próprio contexto. Aliás, nem o seu próprio contexto autobiográfico
".

Dada a importância do conteúdo do transcrito e como ipsis verbis, assim o pensa, não resiste à sua publicação; até porque quantas vezes tem sido mal interpretado por quem lê os posts deste protoplasmático-filósofo que sem veleidades de ensinar seja quem for, apenas orgasmicamente deita cá para fora a sua sui genneris maneira de pensar, julgar, agir, enfim... viver!

Aprendeu há muito na leitura de livros vários que subjectivamente são diferentes os escritos dos dos lidos!

Na própria semântica o significado do significado é variável, não só no contexto do do emissor, como do do receptor!

Atenção, pois!

O Faz Tudo e o cinzento


(tirada s/autorização do blog lobices)


Os dias passam lentos, soturnos, cinzentos!

Aliás nada admira, já que é assim que o País está.

Andam aí, quais faunos famintos nos bosques, uns circo pseudo animados, onde a verborreia extrema, cada vez mais, nos vai empurrando para as margens dos limites da paciência!

Hoje o Faz Tudo estava a cair na armadilha, mas como deu conta, vai tratar de a encarar, sabotar e olhar o mundo com lentes cor-de-rosa, não vá o diabo tecê-las!

Até porque, tem repetidamente afirmado, não querer entrar no mundo prozaquiano!

Quase chegou a pensar ser o cavalo alado preso à charrua, lá para os confins do mundo!

Mas quase o levam a tal!

É a política mexeriqueira!

É o circo presidencial!

São os aumentos gloriosos dos ordenados!

É a inflação a dar de palhetas!

É o escritório a ressentir-se!

E agora olhem o parque automóvel:

Os carros são pretos, cinzentos, azuis, verde escuros ou brancos!

Nem aqui há alegria nas cores!

((o do Faz Tudo é cinza-aurora (o que é isso? não sei!), mas na hora do pega-lá-dá-cá, era o único que havia.... assim faz parte do batalhão dos cinzentos!))

Os jardins não têm flores!

Os risos não se ouvem!

A única coisa que se aproveita ainda é a MULHER (a quem uma vez mais presta homenagem), que cada vez é mais bonita, elegante, charmosa, interventora quer social, cívica ou humanamente!

Só espera que a moda não tenda, esta época e nas vindouras, para o cinzento!


Free counter and web stats