
Visitem!


(um amigo muito especial)



(ocaso)
Nasce-se e sabe-se que iremos morrer.
A grande maioria das pessoas assobia para o lado e julga-se eterna!
Estamos numa passagem com bilhete de ida e sem regresso.
Faz isto pensar na pulhice humana que, olvidando o destino certo, transforma esta vida naquilo que realmente é: um inferno!
Com tantas coisas boas para ver, usufruir e partilhar, nota-se um cada vez maior isolamento, por um lado e um aumento exacerbado de invejas, sacanices, tentativas de "subir" à custa dos maiores dislates e sem vergonhices, por outro, tentando atingir um status que, normalmente depois de pisar terceiros ou achincalhá-los, faz aumentar os pecúlios, tornando-se em autênticos salafrários da vida.
Esquecem-se é que a vida é curta!
E que quando forem para a cova ou forno, nada levam!
E esta situação pode ser a qualquer momento, a partir de agora mesmo!
Preocupados e invejosos das vivências dos outros, tudo fazem para os superar, infelizmente, no mau sentido!
Bate-se, discute-se, mata-se, destrói-se e... a vida é tão curta!
Quantas vezes antes de iniciar a viagem final, se passa por etapa dolorosa, dependente e degradante!
Nesta, a vaidade esvai-se, a ajuda é procurada, o choro aparece, mas nem sempre acompanhados de arrependimento!
Pensem, pensem que vale a pena!
Não vale é a pena martirizarem-se e martirizarem outrem, só na busca de uma vida efémera, sem graça e vazia de valores!
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Antes só que mal acompanhado!
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Sosseguem! não está deprimido, NÃO!
Simplesmente pensa, enquanto existe,
ou vice-versa!


(Teixeira de Pascoais)
Ontem, depois da janta, não havendo nada de jeito para ver na TV, o Faz Tudo refugiou-se no computador (trocou um pecado por outro) e de salto em salto, acabou por se deter na leitura de biografias de alguns poetas e prosadores portugueses.
Foi assim levado a recuar alguns (muitos) anos e se viu em Amarante, onde viveu seis, aprendeu a nadar no Tâmega, frequentou a primária, conheceu e conviveu com João Pereira Teixeira de Vasconcelos.
Este, irmão de Teixeira de Pascoais, enchia-lhe a imaginação infantil de aventuras e estórias de África e caçadas!
Olhar e espírito irrequieto, era companhia diária, na "Faria", após o almoço, onde o Faz Tudo ia com o Pai e, em silêncio próprio da idade, o olhava e lhe bebia as palavras.
Não conheceu o irmão (Teixeira de Pascoais), porque entretanto já falecido, mas a sua alma estava presente, ele que teria sido de cariz fechado, feito não para este mundo cão, mas sim para a natureza, silêncios, fantasmas e mistérios, o oposto do João.
Pouco lido, Teixeira de Pascoais, na opinião de Domingos Monteiro, terá poetado a mais bela tentativa de expressão do inexprimível, dos últimos dois séculos, em Portugal.
De João Pereira retém do seu livro "Memórias de um caçador de elefantes", a explicação do que é atirar a matar a um paquiderme:
Imagine-se a cem metros de uma curva numa linha de caminho de ferro. Surge, sem se contar, um comboio a 70/80 Quilómetros/hora, na dita curva... É preciso apontar, mirar bem e acertar num farol da locomotiva à primeira e sem falhar... E ainda ter tempo de se afastar para que não seja atropelado!...
Memórias!

(tirada daqui sem autorização)







