
O Faz Tudo não tinha dito?
Claro que os impostos vão aumentar!
O 1º é o ISP!
Depois virá o resto!
E o povo continua sereno! sem stress!
Como diria um amigo: TÁ CERTO!

O Faz Tudo não tinha dito?
Claro que os impostos vão aumentar!
O 1º é o ISP!
Depois virá o resto!
E o povo continua sereno! sem stress!
Como diria um amigo: TÁ CERTO!




A malta está tesa como um carapau!
Deve dinheiro a tudo e a todos!
Os bens estão ou não tarda muito vão estar penhorados!
Os preços estão pela hora da morte!
A gasolina/gasóleo sobe, sobe, balão sobe!
O Algarve enche nas "pontes", embora as tascas médias estejam às moscas!
E não venham dizer que as viagens para o Brasil estão superlotadas, pois que isso não representa nada em termos percentuais da população trabalhadora, além de que é provavelmente mais barato que ir para o referido Algarve!
A agressividade mentirosa do bancos, na publicidade, continua a dar frutos!
Os tótós continuam a utilizar os "visas" e quejandos para fazer face às necessidades básicas, recreativas ou de promoção social, esquecendo-se da taxa de juros que vão pagar (enquanto pagam), engordando ainda mais aquelas instituições!
Mas será só isto que faz com que os lucros bancários sejam às "paletes", como se demonstra no quadro?
Expliquem-lhe!
E ainda continuam a beneficiar de taxas de impostos que quem dera ao Faz Tudo tê-las!
Em terra de cegos quem tem um olho é rei!
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(Tirada daqui)
E pronto, lá está a chegar ao fim um fim-de-semana comprido, mais pachorrento que sabe lá o quê!
O tempo estava convidativo à praia, de que não é grande apreciador no Verão, mas que nestas alturas, com temperaturas amênas ainda suporta, apesar de... lá iremos!
Duas razões fundamentais o levaram a não ir até junto do Atlântico, fosse qualquer que fosse a latitude:
a primeira, o facto de ter em sua casa a passar algum tempo, a Mãe da Companheira que com os seus 86 anos, não está propriamente a fim de a frequentar.
Como também não é ferverosa de passeios de carripana... !
ainda na primeira razão, acumulou no Sábado a Mãe que com os seus 84, apesar de adorar, sofre fisicamente em passeatas... !
a segunda, o facto de o dermatologista do escriba aconselhá-lo a só frequentar os areais depois de o Sol se pôr e antes de nascer!
Assim, sem culpabilizar seja quem for ou o que for, limitou-se a por o nariz fora de casa, para além da toma de um cafezinho ou uns descafenados, para, no Sábado, dar um passeio rápido dos tristes, pela beira Tejo, onde para sua surpresa se viam centenas de barcos, a grande maioria à vela, comemorando os 150 anos da Associação Naval de Lisboa que o fizeram recuar uns anitos e com saudades muitas, relembrar as inumeráveis vezes que também por ali andou, ou dali partiu com destino certo, a borbo do simpatiquíssimo Mistelle.
Enquanto seguia na senda da chegada à beira Tejo, com a máquina fotográfica a pronto, tirou mais meia-dúzia de fotos, para engordar o "A outra Lisboa".
Foram, está visto, uns dias de jornais, pouca leitura de livros, praticamente zero de blogosfera e umas espiadas nocturnas aos programas de TV (que só começam a ter interesse depois da meia-noite!).
Declarada e decididamente não gosta de fins-de-semana compridos!
E depois que saiba, até há pouco, já tinham morrido nas estradas cá da terrinha, 15 pessoas em acidentes de viação!
Assim, votou naquele que em sua opinião seria sem dúvida o melhor e mais digno representante do País, da Nação e do Estado.
Não ganhou, mas também não foi por isso que ficou demasiado preocupado.
Vem isto a propósito do discurso de 25 de Abril, feito perante o País, na sede da Democracia Portuguesa, pelo recente eleito Presidente da República.
Raramente ouviu um discurso com tanta expectativa, como desta vez!
Ouviu o dos parlamentares, ainda no aconchego dos lençóis, ouviu o do Presidente da Assembleia da República enquanto tomava banho e finalmente na sala, via TV, viu e ouviu o de Cavaco Silva.
Era-lhe altamente curioso o que iria dizer:
falaria de economia?
falaria das faltas dos Deputados?
falaria de saúde?
falaria de educação?
falaria de justiça?
falaria do maldito défice?
falaria das relações internacionais?
falaria da crise do Irão?
NADA!
nem uma palavra!
Medo?
Vergonha?
Limitou-se a falar, bem, das desigualdades sociais, da exclusão social, das miseráveis, repugnantes e ofensivas reformas, dos inenarráveis ordenados mínimos da generalidade do povo, dos descarados e pornográficos super-ordenados de uns quantos (bem identificáveis).
Foi um discurso deitado sobre o centro-esquerda (seja lá isso o que for!)
Falou bem!
Enquanto isso, Sócrates esboçava sorrisos! com que significado?
Mas de boas intenções está o inferno cheio e o Faz Tudo, infelizmente, está convicto que tudo irá ficar, não na mesma, mas outrossim, piorar!
Os assaltos na rua aumentam exponencialmente!
Na zona onde tem de passar o dia (é lá o escritório), diariamente há ataques a pessoas e a lojas comerciais, onde o ladrão sai impune e calmamente, sabendo de antemão que nada lhe vai acontecer!
Convicção:
Preparem-se muito, mas muito, pois que piores dias virão! (e é optimista!).
Onde não há dinheiro para as necessidades básicas... os roubos ou furtos serão incrementados e não se vê a luz ao fundo do túnel!
Mas o executivo, anunciando diariamente novas medidas, vai de vento em popa apregoando a redução do famigerado défice.
Ninguém acredita!
Já deu para ver!
A despesa continua a aumentar!
O custo de vida, idem!
A caça ao tostão é o único ponto da agenda!
Sacrifícios... só do Zé, da Maria, dos seus Pais ou Avós!
Lembram-se do?:
"...há mais vida para além do défice!..."
Nem o recente Presidente da República teve coragem para o relembrar!
Agora só resta esperar pelos aumentos dos impostos e mais umas vendas de património!
Aguardem, não tarda nada!
A bem da Nação!
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ah! Filipes, Filipes!
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(um amigo muito especial)



(ocaso)
Nasce-se e sabe-se que iremos morrer.
A grande maioria das pessoas assobia para o lado e julga-se eterna!
Estamos numa passagem com bilhete de ida e sem regresso.
Faz isto pensar na pulhice humana que, olvidando o destino certo, transforma esta vida naquilo que realmente é: um inferno!
Com tantas coisas boas para ver, usufruir e partilhar, nota-se um cada vez maior isolamento, por um lado e um aumento exacerbado de invejas, sacanices, tentativas de "subir" à custa dos maiores dislates e sem vergonhices, por outro, tentando atingir um status que, normalmente depois de pisar terceiros ou achincalhá-los, faz aumentar os pecúlios, tornando-se em autênticos salafrários da vida.
Esquecem-se é que a vida é curta!
E que quando forem para a cova ou forno, nada levam!
E esta situação pode ser a qualquer momento, a partir de agora mesmo!
Preocupados e invejosos das vivências dos outros, tudo fazem para os superar, infelizmente, no mau sentido!
Bate-se, discute-se, mata-se, destrói-se e... a vida é tão curta!
Quantas vezes antes de iniciar a viagem final, se passa por etapa dolorosa, dependente e degradante!
Nesta, a vaidade esvai-se, a ajuda é procurada, o choro aparece, mas nem sempre acompanhados de arrependimento!
Pensem, pensem que vale a pena!
Não vale é a pena martirizarem-se e martirizarem outrem, só na busca de uma vida efémera, sem graça e vazia de valores!
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Antes só que mal acompanhado!
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Sosseguem! não está deprimido, NÃO!
Simplesmente pensa, enquanto existe,
ou vice-versa!


(Teixeira de Pascoais)
Ontem, depois da janta, não havendo nada de jeito para ver na TV, o Faz Tudo refugiou-se no computador (trocou um pecado por outro) e de salto em salto, acabou por se deter na leitura de biografias de alguns poetas e prosadores portugueses.
Foi assim levado a recuar alguns (muitos) anos e se viu em Amarante, onde viveu seis, aprendeu a nadar no Tâmega, frequentou a primária, conheceu e conviveu com João Pereira Teixeira de Vasconcelos.
Este, irmão de Teixeira de Pascoais, enchia-lhe a imaginação infantil de aventuras e estórias de África e caçadas!
Olhar e espírito irrequieto, era companhia diária, na "Faria", após o almoço, onde o Faz Tudo ia com o Pai e, em silêncio próprio da idade, o olhava e lhe bebia as palavras.
Não conheceu o irmão (Teixeira de Pascoais), porque entretanto já falecido, mas a sua alma estava presente, ele que teria sido de cariz fechado, feito não para este mundo cão, mas sim para a natureza, silêncios, fantasmas e mistérios, o oposto do João.
Pouco lido, Teixeira de Pascoais, na opinião de Domingos Monteiro, terá poetado a mais bela tentativa de expressão do inexprimível, dos últimos dois séculos, em Portugal.
De João Pereira retém do seu livro "Memórias de um caçador de elefantes", a explicação do que é atirar a matar a um paquiderme:
Imagine-se a cem metros de uma curva numa linha de caminho de ferro. Surge, sem se contar, um comboio a 70/80 Quilómetros/hora, na dita curva... É preciso apontar, mirar bem e acertar num farol da locomotiva à primeira e sem falhar... E ainda ter tempo de se afastar para que não seja atropelado!...
Memórias!

(tirada daqui sem autorização)




