
Há coisas tão pequenas que nos fazem sentir tão bem…
Coisas mesmo tão pequenas, mesmo tão simples, tão puras que nos fazem pensar o porquê dos mal-entendidos, das discussões e quantas vezes dos confrontos físicos.
Não vale a pena (nem é o lugar) para filosofar sobre o assunto.
É por demais conhecido e teorias hão-as ao gosto de todos.
Vou habitualmente ao mesmo café sempre à mesma hora acompanhado da minha preta , a Sookie.
O ritual é sempre igual. Ao balcão, quando entro, com os dentes alvos e os lábios rasgados num sorriso, a funcionária já está a preparar o meu café cheio e a encher um copo (de vidro) com água.
Pego no tabuleiro e arranjo lugar na esplanada.
A Sookie entretanto vai fazendo o reconhecimento da zona.
Aparecem o Paco, o Google, o Onassis, o Bari, a Disquete, a Mela, o Bundo, a Terabite, a Shakira, o Óscar… eu sei lá!
A brincadeira, as corridas, os saltos, aquela bola que surgiu ou a garrafa de plástico disputadas por todos, fá-los ficar com a língua com quase dois palmos…
É então que num gesto tão bonito, tão simples e sem que alguém o tenha pedido, um funcionário da casa traz um grande balde cheio de água limpa para que esta “matilha” se hidrate, mate a sede e recupere forças para mais um tempo de brincadeira.
Como pode alguém que tem este gesto ser má pessoa ou violenta?
Eis aqui uma coisa tão pequena e tão simples que nos faz felizes!
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