quarta-feira, junho 29, 2011
Fui ao hospital.
Esta dor já era minha conhecida há uns anos.
Por lá fiquei cerca de uma semana qual preso a quem nem água era permitido beber.
Recuperei e voltei para casa.
Hoje quando acordei tinha uma dor no estômago.
Saltei da cama, dei meia-dúzia de passos e a dor foi-se.
Na varanda com o Sol a bater-me nos pés, fiz-me de parvo e escrevi isto mesmo.
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sexta-feira, abril 29, 2011
Os roedores

Reproduzem-se de uma maneira que quase ultrapassa a nossa não ideia de infinito.
É precisamente isto que sinto na nossa atual sociedade, com a comezinha inteligência de quem não sabe nada, e a quem não explicam nada.
O nosso roedor chama-se MEDO. É assexuado e não tem charme!
Pergunto como é possível reproduzir-se com tal rapidez e eficiência que praticamente tomou conta das nossas vidas!
Eu que ainda vou tentando pensar pela minha cabeça, recuso-me a ser inseminado à força por uns papalvos emplumados, quais pavões, e levar a vida igual à que sempre estive acostumado, resultado duma educação ancestral, onde os valores eram éticos e muito pouco materiais.
Não tarda muito agarro numa flauta e arrasto atrás de mim, enfeitiçada, esta espécie maléfica e levá-la a cair lá do alto do Cabo da Roca.
Para finalmente ter sossego.
“… até porque ser feliz não é um bem supérfluo” (Gonçalo M. Tavares – in “Uma viagem à Índia”).
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quinta-feira, abril 28, 2011
Mudou muito a guerra!

Já vai longe o tempo em que a guerra era declarada com solenidade, pompa e reuniões diplomáticas.
Estou a lembrar, agora que falo nisto, no encontro de cavalheiros à porta do RALIS entre os comandantes de forças opostas e prontos para se matarem uns aos outros.
Revi há dias esse episódio, com diálogos e imagens.
Foi lindo!
“ou vocês se rendem ou atacamos”!
“ok”!
“se vocês atacarem… morrem”!
Mas tudo com simpatia, cordialidade e sem rancor.
Afastaram-se para pensar e… pouco tempo decorrido… reencontram-se para se abraçarem e ficarem todos do mesmo lado.
Agora vive-se em Portugal numa guerra de guerrilha verbal, sem eira nem beira e nós os verdadeiros interessados, não percebemos nada.
E tudo porquê?
Só porque quem sabe o que se passa, não fala!
E quem fala do que se passa, sabe tanto como nós: nada!
Ouço a todas as horas palpites do que vai acontecer, o que vamos sofrer, a fome que vamos passar, o cinto que já não aperta mais a ter que ser substituido por uma guita que sem furos se ajusta com um nó (cego), quando até agora que se saiba, ainda andam a estudar “dossiers”, para lá para a frente a conclusão ser apresentada aos nossos “inteligentes” e aos duzentos e tal deputados para esgrimirem argumentos, alguns que Deus os valha, para lá para o Verão finalmente o povão saber com que vai contar.
Isto, é claro, depois de umas eleições verdadeiramente surrealistas, pois que qualquer que ganhe, que remédio tem senão o de fazer o que lhes mandam… e não somos nós!
Europa?
Começo a só me lembrar do que aprendi na escola.
Era o Velho Continente.
Culto e desenvolvido.
Há uns tempos, como velho que é, lembrou-se de rejuvenescer e, pois claro, a tempo vieram os efeitos colaterais.
Como qualquer velho, tem a vida a prazo!
Basta um Inverno mais rigoroso, dá uma escorregadela, sobrevém uma pneumonia e… foi-se!
E todos vão respirar de alívio por não terem de pagar mais internamentos, intervenções cirúrgicas ou algum lar manhoso gerido por outra qualquer velha, lá do Oriente, cheia de más intenções!
Mudou muito a guerra!
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terça-feira, abril 26, 2011
Estou a aprender a rosnar!

Já todos perceberam, ou não, que a minha companheira de passeios é a Sookie.
Depois lá vamos até à esplanada, beber água e tomar um café, onde ela dá largas às correrias, saltos e brincadeiras com os seus amigos.
São fieis entre eles e verdadeiros sempre.
Não estão com meias palavras com algum que abusa da paciência de outro e com a mesma coerência, dão uma rosnadela, mostram os dentes ou dão um chega-para-lá com a cabeça e tudo volta ao normal.
Os humanos, seres perversos e maus por natureza (só porque não a conhecem!), são exatamente ao contrário.
Também se encontram na esplanada, até falam uns com os outros, mas os jogos são florais e ao desafio.
Raramente são sinceros, dizem quase sempre o contrário do que estão a pensar no momento, ou camuflam a verdade.
Mesmo no mais restrito âmbito do grupo de amigos, a verdade é falseada.
São raros aqueles que são capazes de dizer tu és burro, não é nada assim! ou pelo contrário, gosto de ti embora não pense como tu e admiro-te!
Mais! os animais cheiram-se, lambem-se e reconhecem-se!
O Homem Macho (Ocidental/Norte) é incapaz de, por exemplo, dar um beijo a outro (cheirar-se) por uma convenção marialva, muito machista que tem origens sei lá onde e com que intuitos!
Não rosnam nem mostram os dentes e... com tanto que podiam partilhar mantêm durante horas uma conversa de elevador, falando da chuva ou na melhor das hipóteses daquela que acaba de passar e faz doidivar as mentes rascas,
A Sookie anda a dar-me aulas de rosnanço e a treinar-me a cheirar!
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sexta-feira, abril 15, 2011
Há coisas tão simples...

Há coisas tão pequenas que nos fazem sentir tão bem…
Coisas mesmo tão pequenas, mesmo tão simples, tão puras que nos fazem pensar o porquê dos mal-entendidos, das discussões e quantas vezes dos confrontos físicos.
Não vale a pena (nem é o lugar) para filosofar sobre o assunto.
É por demais conhecido e teorias hão-as ao gosto de todos.
Vou habitualmente ao mesmo café sempre à mesma hora acompanhado da minha preta , a Sookie.
O ritual é sempre igual. Ao balcão, quando entro, com os dentes alvos e os lábios rasgados num sorriso, a funcionária já está a preparar o meu café cheio e a encher um copo (de vidro) com água.
Pego no tabuleiro e arranjo lugar na esplanada.
A Sookie entretanto vai fazendo o reconhecimento da zona.
Aparecem o Paco, o Google, o Onassis, o Bari, a Disquete, a Mela, o Bundo, a Terabite, a Shakira, o Óscar… eu sei lá!
A brincadeira, as corridas, os saltos, aquela bola que surgiu ou a garrafa de plástico disputadas por todos, fá-los ficar com a língua com quase dois palmos…
É então que num gesto tão bonito, tão simples e sem que alguém o tenha pedido, um funcionário da casa traz um grande balde cheio de água limpa para que esta “matilha” se hidrate, mate a sede e recupere forças para mais um tempo de brincadeira.
Como pode alguém que tem este gesto ser má pessoa ou violenta?
Eis aqui uma coisa tão pequena e tão simples que nos faz felizes!
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quinta-feira, março 31, 2011
Estou a pensar que está na altura de voltar!

... os passeios com a Sookie (um dia apresento-a) ,
... os passeios para as fotos (que podem ver sempre ver no meu FLICKR) ,
... e a outros não afazeres,
... não dão tempo para tudo!
Até breve!
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terça-feira, novembro 25, 2008
A crise tá uma seca!...
(photo de Carlos Matos)
Aqueles sítios, onde muito se tinha de penar para comer, estão agora vazios, lançando olhares cada vez mais lânguidos aos que aos seus olhos seriam uns bons consumidores.
Mas o mesmo se passa nas tascas de cariz mais doméstico!
Ontem passeei por locais fartos das mais variadas ementas.
Foram-me lançados tantos olhares...
Eram tantas e tão variadas as escolhas desde as recheadas de novidades "francesas", até às mais simples iguarias populares, passando por ofertas de degustação que se não fora o facto de gostar e, cada vez mais, de comer em casa, teria com certeza um problema grave a resolver: a escolha!
É cada vez mais evidente o excesso de oferta para tão pouca procura!
Basta sair de casa!
Até pequenos-almoços oferecem!
Eu vou tentando passar incólume. Mas quantas vezes é preciso refrear os ânimos... pois que o petisco é quase, quase irrecusável!
A crise está aí e é para durar!
Mas cuidado quando forem comer fora!
Atrás do aspecto suculento da iguaria e do belo aroma capaz de acordar um morto, pode o ovo trazer salmonelas!
segunda-feira, novembro 03, 2008
Ainda os contentores
(photo de Carlos Matos)
Este post tem apenas como finalidade reforçar a ideia que manifestei no anterior (imediatamente aqui em baixo).
Como se pode ver, finalmente deixamos de ver o Rio Tejo que não tem interesse nenhum e passamos a ter 19.000 coisas iguais às que estão na photo que aqui publico!
Esta foi tirada hoje pelo fim da tarde e que bem que me soube!!
Ainda por cima, baixo do olhar de dois policias que estupefactos com o equipamento e com os objectos a captar, me olhavam de soslaio, mas não incomodaram.
Assim quem tiver curiosidade de olhar para, photografar, namorar, passear, comer num restaurante com vista para a água, já sabe... mete-se num cacilheiro e vai à outra banda que é lindíssima!
Que Deus lhes perdoe! Porque nós, os papalvos, somos uns pexotes!
Eu gosto disto!
quinta-feira, outubro 30, 2008
Contentores
(photo de Carlos Matos)
Tenho uma predilecção especial por temas que muitos não apreciarão.
Não faz mal!
Faz-me bem!
Já referi que as guardo e trato como "obras d'arte", qual grande pintor, escultor, músico ou outro autor qualquer de qualquer outra especialidade.
Este prefácio vem a propósito dos contentores que encherão a zona de Alcântara, Lisboa.
Já fotografei o local das maneiras, ângulos, horas do dia ou da noite, mais variadas.
Que bom ter agora outro tema!
Captar a alma de dezanove mil objectos daqueles, com cores, desenhos e letras variados, ora em close ups, ora em grande angular, ou ainda de longe para os apanhar no seu conjunto, vai ser uma delícia para o meu referido passatempo!
Ainda bem que à frente daquela coisa toda está um simpático e bonacheirão ex-ministro do PS que assim se propôs , com anuência governamental, proporcionar a nós, amantes desta arte, novos elementos inspiradores de mais umas quantas capturas.
Em nome de todos nós, o nosso obrigado muito especial ao
- Governo
- Câmara de Lisboa
- Porto de Lisboa
- Mota-Engil
- Estivadores.
O meu jardim suspenso

(photo de Carlos Matos)
Divago olhando o meu jardim suspenso da bancada com florinhas selvagens.
(aqui lembro as Sardinheiras da Avó Teresa que as alimentava e lhes retribuíam com cores várias...)
Peguei no meu aparelho de extorquir almas, fixei-lhas para sempre e sempre viverão no meu baú que guardo religiosamente no sótão das lembranças.
Não as vendo, não as troco.
Dias vieram e dias virão que algumas ofereça.
Terão sempre um significado.
Distraído com as abstracções quase saltei da cadeira, com as coxas bem quentes... queimei os dedos com a cigarrilha esquecida.
Voltei à realidade!
quarta-feira, outubro 15, 2008
1/2 hora de esplanada
(photo de Carlos Matos)
Até já te adicionei ao Hi5.
Só que a vida tem sido agitada e o tempo passa...
Ontem tive uma despedida de solteira e sabes como é.
Olha uma coisa... o Bernardo ainda anda com aquela maluca?
O quê?
Tá lixado!
Nunca mais a gaja sai lá de casa!
Já fizemos um protocolo com o ginásio, sai barato e podes crer, vou ficar uma mulher upa upa...
Mas olha tou cheia de saudades tuas!
Sábado queres vir a um jantar no BA?
É malta gira, porreira!
Vens só ou acompanhada?
Boa!
Vamos rir muito
Vai ser bestial!
Eu quando vou para estas noites, vou sempre de táxi, assim não tenho problemas como parqueamento, é porta-a-porta e ... sabe-se lá...
Tchau, beijinhos, tenho imensas saudades tuas!
Vai ligando, tá?
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Tenho saudades da Marta, mesmo!
É mesmo fixe!
Vamos embora?
Vamos.
Espera aí, primeiro tenho de saber se estão lá.
Vou telefonar.
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Tá? daqui Filipa.
Era para saber se o material que deixei aí, está pronto?
Tá! óptimo!
Vou já aí.
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Tá tudo pronto.
Vamos pedir a conta
Vamos!
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Assim preenchi mais ou menos meia-hora da minha tarde na esplanada, enquanto folheava o Jornal que tive de reiniciar após a partida delas, porque não tinha ficado com qualquer memória do que tinha lido!
Que felicidade a das Mulheres que conseguem falar com a amiga, ouvir as conversas das 4 ou 5 mesas vizinhas, telefonar, ler um revista, fumar, tomar café e tudo ver num raio de 150 metros, ao mesmo tempo com tudo memorizado ad eternum!
Não sou estudioso do assunto, mas constato permanentemente que é uma característica que diferencia de facto os sexos!
E quem assim não for... desconfio de qualquer coisa!
Já agora aproveito para dizer que após a leitura do referido jornal, apenas fixei que a mim pessoalmente, o OE-2009 não me aquece, nem arrefece!
Empate - empate é para a banca!
Obrigado!
TLEBS

(photo de carlos Matos)
Vou para a primária começar tudo de novo ou borrifo-me para o TLEBS e continuo a gramaticar como até aqui?
É possível que os proponentes tenham razão, quem sou eu para duvidar das suas investigações e recomendações, mas que não dá jeito nenhum dizer que:
"médico-legal" é um composto morfológico coordenado,
"neurocirurgião" é um composto morfológico subordinado,
"tenente-coronel" é um composto morfossintáctico coordenado,
"decreto-lei" é um composto morfossintáctico subordinado,
"lambe-botas" é um composto morfossintáctico com estrutura de base
lá isso não dá!
Não sei porquê, mas estas coisas dos compostos, fazem-me lembrar artigos manipulados, vendidos nas antigas e bem queridas drogarias!
Vou pedir ali ao Ricardo um composto qualquer que saiba a torrada com pouca manteiga.
Como não faço ideia de onde metê-lo... como-o!
Pratiquem!
Dá saúde e faz crescer!
terça-feira, outubro 14, 2008
À boleia do silêncio

(photo de Carlos Matos)
Desopilam o fígado, eleva-se-lhes o ego e sentem-se heróis perante a descendência que acompanham, também estes com uns repelões, gritos e insultos à mãezinha.
Geneticamente calmo, com uma paixão assolapada pela cordialidade, justiça e humanidade, tento perceber o porquê.
Outrora, vivendo na minha Vila Real, com o Avô Heitor aprendi aqueles fundamentos como se de uma religião se tratasse.
Nunca o ouvir levantar a voz, fosse para o que fosse! e até os ralhos eram serenos, obrigando a posterior meditação!
Mesmo assim nunca se inibiu de no seu "Vilarealense", desancar naqueles que por ocupação de cargo político, administrativo ou simplesmente prepotência, atentassem contra a sua cidade ou elementares deveres de cidadania , em prol de justiça e urbanidade.
Lembro as tertúlias políticas, musicais ou ambas na velha e já morta Pharmácia Mattos, de tardes e noites memoráveis em que o meu "velho" Heitor e o seu núcleo duro de amigos, transformavam o estabelecimento em sala de concertos e deleite.
Só não havia piano porque não cabia!
Na velha casa de família, pianos eram 3.
Um, para mim miúdo, era uma coisa enorme! chamavam-lhe de cauda. Os outros eram verticais.
Imaginam-se os serões!
Era aqui que a "velha" e assustadora Tia Saudade, dava aulas de piano aos petizes.
Eu nunca aprendi nada!
Nas noites geladas de Inverno, após ouvir-se obrigatoriamente durante o jantar, as noticias no rádio, seguia-se cavaqueira amena (às vezes acalorada pela parte da Avó Theresa que era doente do fígado!) à roda da braseira, tendo como pano de fundo SEMPRE a música dita clássica, sintonizada na onda média da Antena 2 que o Avô Heitor, de pé, regia com alma.
Assim aprendi a gostar deste género de música, embora não seja nem pouco-mais-ou-menos, um melómano!
E também a ser compreensivo, ser o mais calmo possível e agradecer ao meu Deus a vida que apesar de pregar uns sustos de quando em vez, tem sido boa e farta de Amigos.
Gosto de andar à boleia do meu Silêncio.
Vou!
domingo, outubro 12, 2008
Coisas da Bimby

(photo de Carlos Matos)
Eram umas duas da tarde.
Ainda o Sol ia baixo e o dia parecia ir ser brando, sem chuva nem calor.
Levar a BIMBY à oficina era coisa simples, de gozo até.
Finalmente ia fazer mais uns quilometrozitos do que por norma faço.
Casa - café - casa!
Seguindo as preciosas indicações, dadas por quem sabe
fui parar a cascos-de-rolha...
dei a volta com a preciosa bem aconchegada na bagageira, junto dos tripés e chapéus!
Fui para o café, onde já não apanhei livre o DN, mas, vá lá ainda agarrei a Visão.
café cheio, por favor e uma cigarrilha (são minhas e estão lá guardadas), pedi.
Fui passando os olhos pela revista, entremeando com fugazes olhares pelos que passavam ou ficavam.
Já numa abstracção do que ia acontecendo ao redor,
estava em Vila Real, com 13 anos.
Era a mesma altura do ano.
Outono.
Dias limpos e frescos.
Cedo bem cedo, havia que ir para o Liceu.
Era o vizinho mais próximo.
Um horror!
Que inveja daqueles que tinham de apanhar a caminheta e fazer 3 ou 4 quilómetros!
Aos safanões era posto na rua ( já atrasado!) pela querida, mas austera e ditatorial Avó, enquanto o Avô, com a sua calma e gosto ancestral, continuava na cama resmungando que o deixassem dormir!
Acordei e reparo que já estão acesas as luzes da rua.
São horas de ir tratar de mim e das minhas coisas.
não sei quais!
mas sei que me devem esperar!
domingo, setembro 28, 2008
Fiquei feliz!
(photo de Carlos Matos)
Nem pestanas, nem sobrancelhas, nem cabelo!
Lenço apertado!
Elegante, bonita!
Olhos de azul aguado!
Triste, muito triste!
Com os meus botões: cancro? quimioterapia?
Tão nova!
(... acabo de entrar na Alameda e estou quase a chegar, ok?)
Apertada a garganta:
Está triste?
Lágrimas começam a cair e os olhos lindos a brilharem como estrelas em noite sem Lua!
Há gente muito má! Porquê?
Fui insultada por cavalheiro fino de fato e gravata, de tudo quanto é possível imaginar!
Porquê?
Porquê?
Porquê?
Quando pensava que aquele lindo ar triste, daquela linda rapariga seria pela sua provável situação clínica...
... um besuntoso com vida cinzenta e improdutiva certamente, a invectiva do pior!
Saiu em Alvalade! com um sorriso doce!
Desejei-lhe as maiores felicidades que esquecesse o incidente e lembrei-lhe que a vida tem coisas muito bonitas para viver!
Eu enriqueci!
Fiquei feliz!
terça-feira, setembro 16, 2008
Mas o que está pr'áki a acontecer?
(photo de Carlos Matos)
Os ganha-pão estão pela hora da morte. Até já há quem procure trabalho, quando ainda há pouco procurava emprego!
A agravar a tragédia, a prestação da casa cada vez mais alta! ir ao restaurante para variar, só mesmo por convite ou a crédito do cartão e só lá de longe em longe!
Aquelas passeatas que o pessoal dava ao fim-de-semana para desopilar ou ouvir o relato da bola já de pança cheia de bons sólidos portugueses e tintos regionais... só quando o rei faz anos!
Para chatear ainda mais, andam as carripanas a avariar com uma frequência inusitada.
Ora é a daquele até agora sempre impecável e de repente lhe dá, para sem aviso ,queimar a junta da cabeça do motor!
A do outro, andam os mecânicos às voltas com o circuito de recuperação dos gases do turbo, mas lá se vai aguentando, mesmo que nem sempre com as performances para que foi fabricado!
Até a minha, máquina super, sempre assistida pelos melhores técnicos da marca ou por eles recomendados, deu-lhe, há mais ou menos um ano, o fanico! Segundo especialista terei metido carvão no depósito em vez de gasóleo! (isto passa pela cabeça de alguém?). Nem que eu acreditasse! Claro que mudei de oficina e o mal foi facilmente descoberto e remediado! É certo que ficaram e para sempre defeitos a que não há nada a fazer! Até eu que de mecânica não vejo um boi, fui capaz de diagnosticar a origem do problema!
É evidente que estas malditas avarias que só atrapalham, têm muito a ver também com o ano de matricula das carroças! e como não há "massa" para comprar motores novos, há que aguentar e cara alegre!
Lá mais para a frente tenho de levar a minha à revisão periódica, esperando que não encontrem mais nada de anormal!
Mas que raio está pr'áki a acontecer?
Tá mesmo complicada a vida, oh se está!
(Oh malta amiga: vamos mas é à bruxa!, chiça!)
segunda-feira, setembro 08, 2008
"A partícula de Deus"
(photo de Carlos Matos)
De facto, dia 10 próximo, começa, digamos, a sério, a procura duma coisinha tão piquena que as minhas capacidades não conseguem defini-la!
Há quem lhe chame "bosão de Higgs", outros, "a partícula de Deus".
Se for encontrada lá para o CERN, o que provavelmente só daqui a uns anos se saberá efectivamente, talvez seja altura de repensarem tudo , desde o que vos ensinaram, foram aprendendo, ensinam ou fazem com que aprendam!
A Matemática já o provou!
Vamos à experiência!
E a seguir?...........
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sexta-feira, setembro 05, 2008
Apanhados
(photo de Carlos Matos)
Pois é verdade!
De há uns tempos a esta parte, diariamente (ou quase), as mais diversas polícias têm montado cerco a bairros de que o povo em geral fala baixinho, com umas centenas de homens e mulheres, cães, uma quantidade de carros, carrinhas e motos, para além de uma parafernália de armamento que nem quando estive na tropa pensei que haveria e ainda à americana, um helicóptero com farol para baixo!
Horas e horas de noite, transmitindo em directo pelas TVs, para gáudio dos amantes dos Rambos esperando ansiosos o apanhar de bandidos (também estes a ver televisão!)... e o tempo de sono a ir-se e a faltita ao emprego quase garantida...
...
dia seguinte, segundo comunicado das autoridades:
- foram revistados 567 automóveis
- prevaricavam 53 condutores com copos a "bordo"
- prevaricaram mais uns condutores ainda com mais copos a "bordo"
- foram encontradas três estrangeiras sem documentação
- um cidadão indefinido transportava 0,2gr de pó talco
- nenhuma arma foi encontrada nem nos passantes nem nas 159 casas que foram revistadas!
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À mesma hora estavam a ser roubadas a meia dúzia de quilómetros, várias caixas Multibanco, três ou quatro restaurantes, 5 automóveis por carjacking, 2 senhoras por esticão, apenas com um canivete 4 homens ficaram sem os telemóveis, relógios, trocos e "levanta aí 200", etc.!
E digam lá se há ou não segurança!
terça-feira, agosto 05, 2008
Cabisbaixo fui até ao carro!
(photo de Carlos Matos)
Estive numa grande conversa hoje à tarde, depois da fisioterapia, com a minha árvore.
Contou-me que tinha tido uma doença qualquer com um nome esquisito à brava, tendo mesmo chegado a pensar que era desta que viria a serra eléctrica!
Tinha imensos conhecidos que aproveitando-se da sua enorme sombra, perto dela paravam para falar, namorar, às vezes piquenicar.
Quantas vezes ela os ouviu em confidência, brincadeiras, acompanhando-os nos copos que lhe iam despejando rente ao caule.
Um dia, como disse, adoeceu gravemente!
Os conhecidos começaram a aperceber-se e a inteirarem~se pela evolução.
Mas por razões de ordem vária, sei lá- dizia ela- mudança de terra, horários incompatíveis... um deles foi não foi sendo pelos outros informado do estado miserável em que ela se encontrava.
Felizmente ela arribou, está frondosa como sempre a conheci, mas inexoravelmente o tal amigo que não havia sido informado, apareceu e deu-lhe uma das maiores rabecadas que alguma vez havia ouvido, por ela não lhe ter telefonado ou comunicado de qualquer outra maneira como ia indo o seu estado!
Diz que só ela e Deus sabem o quanto durante mêses penou!
Apesar de frondosa, de óptimo aspecto, linda e acolhedora, só ela sabe o quanto ainda hoje sofre!
Estive calado como não podia deixar de ser, tentando entender e justificar a atitude.
Disse-me que lhe perdoou, tal como sempre faz, mas ficou magoada e de coração apertado como nunca havia estado.
Cabisbaixo fui até ao carro para ir para casa, mas não sem antes passar a minha cabeça pelas suas pinuladas folhas e receber a sua benção.
Até amanhã minha árvore.
sábado, julho 26, 2008
O Chip

(photo de Carlos AGM)
Já acabei com os cartões de crédito/débito!
A minha via verde já perdeu a cor!
A carripana não tem GPS!
Pago tudo com os trocos que trago nos bolsos!
As câmaras de vigilância, a essas, engano-as enfiando um chapéu e óculos escuros!
Aqui no PC não ando por sítios por onde não deva andar!
Os tostões guardo-os debaixo do colchão! pois que o segredo bancário é ficção cientifica!
Etc....
Agora andam a pensar meter chips nas matriculas dos carros!
Amanhã vão pensar em meter nos braços ou nas virilhas do pessoal!
Detesto Big Brothers, mas estou-me borrifando se aprovam e como, pois que quando tudo isto entrar em funcionamento já devo estar a fazer tijolo e as cinzas não têm área para implantes!
Sabem que mais?
Daqui a bocado vou a casa dum amigo beber um belo dum tinto e desancarmos (pelo menos eu) nesta corja que infelizmente tenho que aturar!
Claro que vou de chapéu e óculos escuros!

