( O Amélia de Melo de tão boas recordações)
A noite caíra, servido o jantar e cafezinho tomado com um digestivo, aguardava-se pela hora de dar uns passes de dança, na altura de corpos encostados, na "boite" do Amélia de Melo.
Só que nessa 13ª noite os finais seriam diferentes!
Avisados estavam todos os passageiros (militares eram só 5 ) que durante a manhã seguinte se atracaria em Luanda e era necessário ter toda a papelada em ordem e as malas feitas!
Poucos foram os que não resistindo ao sono, se recolheram.
LUANDA À NOSSA FRENTE!
Com a feérica luz solar, os olhos mais mortos que vivos, tentavam ver.
E aí estava Ela!
Foi assim que o mascarado de Alferes Miliciano, pôs os pés em Angola, em Setembro de 1968.
Aguardavam-no no cais, um seu Tio, o Bébé, e a senhora com quem tinha casado recentemente.
Para comemorar o feito, foi convidado para almoçar num restaurante chiquíssimo, algures... frango assado!
Para a noite já havia sido combinado com outra malta, encontro em apartamento de fronte para a baía, seguido de ida, lá mais para a frente, ao Calhambeque, com as primas e amigos do grupo, que nessa ocasião estavam de férias grandes das universidades e liceus cá do continente (ou do puto, como na gíria era conhecido Portugal continental).
A partir daqui podem imaginar as "férias" também grandes que o Faz Tudo teve durante 25 mêses, naquelas saudosas terras quentes, onde está a fazer os impossíveis, para que em 2006 (38 anos depois), lá possa voltar, nem que seja só para respirar o ar!
Claro que se for, irá desta vez de avião!


