quinta-feira, maio 11, 2006

O faz tudo e lá por detrás dos montes





Dizem que há três coisas que o Homem deve obrigatoriamente fazer na vida: Ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro.

Pela parte que toca cá ao Faz Tudo:
a primeiro está feita, já lá vão 28 anos,
a segunda também está cumprida há que tempos, aquando das suas andanças liceais em Vila Real,
a terceira nem pensar! vai remetendo para o bloguito umas ou outras coisas escritas, mas sem qualquer veleidade literária.

Lembrou-se disto porque lá para Alijó (sabem onde é?) foi plantado um platano orientalis em 1856, que ainda hoje sobrevive e carinhosamente é tratado pela população local, tendo-se mesmo tornado um ex-libris.

Conhecida pela "grande árvore", tem 32 metros de altura e rivaliza em notoriedade com "carvalho da forca", um quercus robur L, plantado em Montalegre (sabem onde é?) e que já em 1844 assistia ao último enforcamento, passivamente!

Dois monumentos naturais a visitar quando um dia, ao invés de irem até aos Algarves arejar os visas, forem lá para aqueles lados soberbos!

Aproveitem rapidamente as viagens turísticas nas antiquérrimas linhas de caminho de ferro, do Corgo, Tua ou Tâmega, pois que tudo leva a crer que vão pura e simplesmente serem mortas!
Enfim!...

Mas se forem, passem ainda por duas quedas de água lindas:
- Fisgas de Ermelo
- Cascata da Faia

É intenção do Faz Tudo, como agora está na moda, tentar por todos os meios, vender a marca "Trás-os-Montes"!

Merece-o e muito!

Vão! aparecem por lá, respirem ar puro!

Convivam com gente boa, sem mentiras, leal e afável!

Levem máquinas fotográficas, sapatilhas e calcorreiam os espectaculares parques do Marão, Alvão, Montesinho, Terras de Barroso ou Basto, Penêda-Gerês, Douro Internacional, etc. etc..

Só para terminar, uma efeméride:
No passado dia 1 de Abril, pelas 11 horas da manhã, fez 100 (cem) anos que o comboio chegava à "Bila" (Vila Real), todo engalanado e com ganas de nunca morrer, apesar de ser esperado havia 30 anos! mas pelos vistos morre mesmo!

Ah! não se esqueçam de comer cabrito com batatinhas assado no forno, uma suculenta vitela assada ou mesmo um coelho à transmontana!

Uma sesta será sempre um recuperar estrondoso, mesmo no chão debaixo de um qualquer carvalho ou em cima dum megalítico granito!

Boas viagens!

2 comentários:

Kraak/Peixinho disse...

WEE, Solrac, este post tocou-me muito... Fala-me de natureza, de comboios e em especial do meu cantinho natalício transmontano... eu, pela minha parte, não tenho filhos nem plantei árvores nem escrevi livros. Será que ainda vou a tempo???

Hugzz transmontanos

Choninha disse...

Ontem tive um percalço a tentar comentar e foi-se... o comentário, pois claro!
Ó tio, que saudades de Trás-os-Montes! Vila real com a sua praia fluvial (como está agora?), Mondim de Basto, Mirandela, Vila flor... Tem razão quando fala das pessoas preferirem o Algarve. São uns alarves, não sabem o que bom! O pior é que a maior parte das pessoas não conhece e ruma sempre ao mesmo sítio.
Passei a adolescência de mochila às costas, de comboio (ai, o do Tua! Ai, a viagem da Régua a Vila Real!!) e à boleia a viajar por essas terras transmontanas. Apaixonei-me e voltava sempre. Era cansativo mas quem corre por gosto... Bom fim-de-semana. Quero mais postes sobre Trás-os-Montes, please...

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