quarta-feira, abril 05, 2006

o faz tudo é o alter-ego




Quem é o Faz Tudo?

É concerteza e só o alter-ego do escriba que não se sente Deus, até porque já cometeu muitos e enormes erros ao longo da vida.

O Faz Tudo, cuja existência visível aparece há pouco mais de um ano, viveu, vive e vai vivendo na surdina do tempo, do modo e do mundo.

Fala(va) ao ouvido deixando o seu parecer e quantas vezes ordens, a que o subalterno-ego fazia ouvidos de mercador.

Aos poucos foi-se impondo e cada dia que passa vai aumentando a sua influência.

Há poucas, mas há pessoas, junto das quais o Faz Tudo sente que a sua opinião (não conselho!) também é aceite, mas preocupa-se mais com a sua própria cabeça.

Não significa que o Faz Tudo tenha a razão sempre do seu lado. Longe disso!

Mas obriga-o a que pelo menos pense e com o seu ego discuta, debata ideias, mas principalmente lhe imprima mais ponderação nas opiniões, discussões, controversas atitudes ou análises.

Tem-lhe pedido mais silêncio, contenção.

O ego, esse julga-se um ser afável, generoso e humilde, quanto baste.

Mas o outro acha que ainda é pouco!

Ambos se vão aproximando, criando uma única identidade.

Ambos se têm sentido melhor e pensam estar no bom caminho para a felicidade, quando este inferno da vida terminar, segundo o lema de que o inferno é aqui!

Recordando os retalhos fragmentados da consciência, não há nenhum de que possa dizer: foi pesado!

Tem apanhado os comboios em apeadeiros, quase sempre longe das grandes estações centrais e aí tem encontrado os mais díspares "eus" que tanto o têm ensinado a percorrer as linhas sinuosas, ora à beira ribeiro, ora ao longo de íngremes encostas, onde uma simples escorregadela pode levar ao fim.

Encarrega-se o Faz Tudo de lhe dizer, quando a altura certa chega, apeia-te! e segue o trilho que te aponto!

É assim que têm( o ego e o alter-ego) vivido, sobrevivido no mundo!

1 comentário:

anatema disse...

Me encanta todo lo que has dejado escrito en este post. Es una inteligente manera de transitar el día a día, tan cargado de pesadumbres.

Te felicito amigo por tu filosofía.
Abrazos.

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